A visão é o sentido que nos permite ver formas, cores e distâncias. Ela acontece em duas etapas: primeiro a imagem se forma dentro do olho, depois uma área especial do cérebro interpreta essa imagem.
Ao longo da história da espécie humana, enxergar bem foi uma grande vantagem. Com a visão, nossos antepassados achavam água e comida, viam predadores de longe e evitavam buracos e galhos.
Hoje quase não precisamos caçar, mas a visão continua muito importante. Vivemos cercados de símbolos visuais: placas, textos, telas e sinais de trânsito.
Pessoas cegas ou com baixa visão contam com tecnologias que ajudam muito no dia a dia, como o braile (leitura e escrita com pontinhos em relevo) e aplicativos que ampliam imagens, leem textos em voz alta e obedecem a comandos de voz.
Exemplos
Exemplo: você atravessa a rua. Seus olhos formam a imagem do carro que se aproxima e o cérebro interpreta a distância e a velocidade. Assim você decide esperar ou atravessar — as duas etapas da visão trabalhando juntas.
As duas etapas da visão
Etapa
Onde acontece
O que ocorre
1ª etapa
Olhos
A luz entra e forma a imagem na retina
2ª etapa
Cérebro
A imagem é interpretada (cores, formas, distâncias)
2A visão no reino animal
Nem todos os animais enxergam do mesmo jeito que nós. Há cerca de 600 milhões de anos surgiram duas linhagens de animais (linhagem é um conjunto de antepassados, uma linha de parentesco).
Uma linhagem tem olhos simples, que só percebem a diferença entre luz e sombra. A outra deu origem aos vertebrados — peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, incluindo nós. Nessa linhagem se desenvolveram olhos mais complexos e uma região do cérebro que interpreta as imagens.
Os cientistas descobrem isso estudando fósseis, comparando olhos de animais atuais e analisando os genes. Nenhum tipo de olho é melhor ou pior: cada um é uma adaptação ao ambiente em que o animal vive.
Duas linhagens de animais
Linhagem
Tipo de olho
O que consegue perceber
Animais de olhos simples
Estruturas simples sensíveis à luz
Diferença entre luz e sombra
Vertebrados
Olhos complexos com retina
Imagens detalhadas, cores e distâncias
2.1Os "olhos" da planária
A planária é um invertebrado bem pequeno (cerca de 15 milímetros) que vive na água, em riachos e lagos, escondida entre restos de plantas.
Na "cabeça" dela existem duas estruturas que percebem a luminosidade e a direção de onde vem a luz. Elas não formam imagens, apenas avisam se há luz e de que lado ela está.
Essa informação vai para o "cérebro" da planária, que é um agrupamento de células nervosas. Como resposta, o corpo geralmente se afasta da zona iluminada.
Exemplos
Exemplo: se você acender uma lanterna sobre uma planária, ela se move para longe da luz. Ela não "vê" a lanterna, apenas percebe que ali está claro.
2.2Os olhos compostos dos insetos
Os insetos possuem olhos compostos. Cada olho é formado por centenas ou até milhares de estruturas minúsculas chamadas omatídeos.
Cada omatídeo funciona como uma pequenina lente que direciona a luz para células sensoriais. Essas células mandam a informação ao cérebro do inseto pelos nervos.
Cada omatídeo capta a luz de apenas um pedacinho do campo visual. Por isso a imagem final é como um mosaico, formada por muitas partes juntas.
Exemplos
Exemplo: uma borboleta olhando uma flor enxerga a imagem repartida em muitos pedacinhos, um de cada omatídeo. Uma pessoa vê a mesma flor como uma única imagem inteira e nítida, formada na retina.
Comparação entre tipos de estruturas de visão
Animal
Estrutura
Forma imagem?
Planária
Duas estruturas sensíveis à luz na "cabeça"
Não; só percebe luz e sua direção
Inseto (mosca, borboleta)
Olho composto com omatídeos
Sim, em mosaico (vários pedaços)
Vertebrados (ser humano)
Olho esférico com retina e cristalino
Sim, uma única imagem nítida
3Os olhos dos vertebrados e o olho humano
Os vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos) têm olhos quase esféricos e cheios de líquido. Dentro deles, a imagem se forma sobre uma superfície sensível à luz: a retina.
Vamos conhecer as partes de fora e de dentro do olho humano.
3.1Estruturas externas do olho
As estruturas externas ficam na face e servem para proteger o globo ocular. São as pálpebras, os cílios e o supercílio (a sobrancelha). Elas impedem que poeira, suor e outras partículas entrem no olho.
As lágrimas saem o tempo todo por uma região no canto do olho. Elas impedem que a superfície do olho resseque e matam bactérias, evitando infecções. Quando piscamos, as pálpebras espalham as lágrimas.
A íris é a parte colorida do olho (azul, verde, castanha...). Sua função é controlar quanta luz chega à retina. A pupila é a abertura escura no centro da íris: com muita luz ela diminui; com pouca luz ela aumenta. Quem comanda esse ajuste é a íris.
Exemplos
Exemplo passo a passo: você sai de um cinema escuro para a rua ensolarada.
1) Muita luz chega aos olhos.
2) A íris se contrai.
3) A pupila fica pequena.
4) Entra menos luz e a retina fica protegida.
Estruturas externas e suas funções
Estrutura
Função
Supercílio (sobrancelha)
Impede que o suor escorra para o olho
Pálpebras
Protegem o globo ocular e espalham as lágrimas
Cílios
Barram poeira e partículas
Lágrimas
Umedecem o olho e matam bactérias
Íris
Controla a quantidade de luz que entra
Pupila
Abertura por onde a luz entra; aumenta ou diminui
Como a pupila muda com a luz
Luz do ambiente
Íris
Pupila
Luz que entra
Muita luz
Contrai
Reduzida (pequena)
Pouca
Luz moderada
Intermediária
Média
Média
Pouca luz
Relaxa
Dilatada (grande)
Muita
3.2Estruturas internas do olho
A córnea é a camada transparente mais externa do globo ocular. É a primeira estrutura que a luz atravessa ao entrar no olho.
A lente, também chamada de cristalino, é transparente e funciona como uma lente convergente: ela direciona os raios de luz para a retina. É ela que permite focar objetos perto e longe.
A retina é uma camada fina no fundo do olho, onde ficam as células que detectam a luz. Existem dois tipos: os cones, que percebem as cores, e os bastonetes, que percebem luz e sombra e desenham o contorno dos objetos.
Quando essas células são estimuladas, mandam o sinal para o cérebro pelo nervo óptico. O globo do olho é preenchido por líquido transparente, e músculos prendem a lente ao globo ocular.
Exemplos
Caminho da luz, passo a passo: luz do objeto → córnea → pupila (abertura da íris) → cristalino (lente) → líquido do globo ocular → retina → nervo óptico → cérebro.
Estruturas internas e suas funções
Estrutura
Função
Córnea
Camada transparente externa; primeira a ser atravessada pela luz
Cristalino (lente)
Lente convergente; foca a imagem na retina
Músculos da lente
Mudam o formato do cristalino (acomodação visual)
Retina
Camada com células sensoriais onde a imagem se forma
Cones
Células da retina que detectam as cores
Bastonetes
Células da retina que percebem luz, sombra e contornos
Nervo óptico
Leva o estímulo da retina até o cérebro
4Como as imagens se formam no olho humano
Um objeto reflete a luz em várias direções. Só alguns raios entram pela pequena abertura da pupila.
Esses raios atravessam o cristalino, que tem formato biconvexo (mais grosso no meio e fino nas bordas, como a lente de uma lupa). Por isso ele é convergente: junta os raios em uma região pequena da retina.
Na retina, a imagem se forma invertida: de cabeça para baixo e trocada entre direita e esquerda. A luz então vira sinais elétricos que viajam pelo nervo óptico.
O cérebro recebe esses sinais e inverte a imagem de volta. Por isso vemos tudo na posição certa!
Exemplos
Exemplo passo a passo (a maçã do livro):
1) A maçã reflete luz em todas as direções.
2) Alguns raios passam pela pupila.
3) A lente converge os raios para a retina.
4) Os raios do alto da maçã chegam embaixo na retina, e os da direita chegam à esquerda → imagem invertida.
5) O cérebro interpreta e você vê a maçã em pé, do jeito certo.
4.1O olho e a câmera fotográfica
A câmera fotográfica funciona de um jeito bem parecido com o olho. Ela tem uma lente (ou várias) e uma abertura chamada diafragma, por onde a luz passa.
O diafragma abre ou fecha para controlar quanta luz entra — igual à íris no olho. Em lugares escuros, aumenta-se a abertura; com muita luz, diminui-se.
As lentes projetam a imagem sobre um anteparo: o filme fotográfico (câmeras antigas) ou o sensor eletrônico (câmeras digitais). Esse anteparo é sensível à luz, assim como a retina.
Exemplos
Exemplo de questão: "O diafragma, a lente e o sensor da câmera correspondem no olho a..." Resposta: íris, cristalino e retina, nessa ordem — porque o diafragma controla a luz (como a íris), a lente foca (como o cristalino) e o sensor recebe a imagem (como a retina).
Olho humano × câmera fotográfica
Olho humano
Câmera
Função em comum
Íris / pupila
Diafragma
Controlar a quantidade de luz que entra
Cristalino (lente)
Lente(s)
Desviar a luz e focar a imagem
Retina
Filme ou sensor eletrônico
Receber a imagem (superfície sensível à luz)
4.2O processo de acomodação visual
Com uma lupa, para ver nítido você aproxima ou afasta a lente do objeto. No olho, o cristalino não se move: ele fica sempre no mesmo lugar.
Então como enxergamos nítido tanto de perto quanto de longe? Os músculos que prendem a lente ao globo ocular apertam ou soltam o cristalino, mudando levemente o formato dele. Essa capacidade se chama acomodação visual.
Ao olhar longe, os músculos relaxam e a lente fica mais ovalada (achatada), com menor aumento. Ao olhar perto, os músculos comprimem a lente, que fica mais arredondada, com maior aumento. Isso acontece sem você pensar, de forma involuntária.
Com o passar dos anos, esses músculos perdem força e a pessoa passa a ter dificuldade para enxergar de perto. Aí surge a necessidade de óculos.
Exemplos
Exemplo passo a passo (estádio de futebol): você olha o campo, que está distante → os músculos relaxam → o cristalino fica mais achatado (ovalado) → a imagem do campo fica nítida na retina. Depois você olha o ingresso na sua mão → os músculos comprimem o cristalino → ele fica arredondado → o ingresso fica nítido. Isso é a acomodação visual.
Acomodação visual
Objeto observado
Músculos
Formato da lente
Aumento
Distante
Relaxados (puxam a lente)
Mais ovalado/achatado
Menor
Próximo
Contraídos (comprimem a lente)
Mais arredondado
Maior
5Cuidados com a saúde dos olhos
As pálpebras, os cílios e as lágrimas protegem os olhos, mas isso não basta. É preciso ter hábitos de higiene e proteção para manter a visão saudável.
O médico especialista nos olhos é o oftalmologista. Consultas periódicas ajudam a prevenir e descobrir problemas cedo.
Exemplos
Exemplo do dia a dia: depois de duas horas no computador, faça uma pausa, afaste o rosto da tela e ajuste o brilho. Isso descansa os olhos.
Cinco cuidados importantes
Cuidado
Por quê
Evitar esfregar/coçar os olhos
A pressão pode causar lesões e as mãos levam microrganismos que causam infecção
Higienizar bem os olhos
Evita acúmulo de secreções nas pálpebras, cílios e cantos
Consultar o oftalmologista periodicamente
Previne e diagnostica problemas de visão
Evitar o sol das 10h às 16h
A radiação solar em excesso prejudica a visão; usar chapéu e óculos com proteção UV
Cuidado com aparelhos eletrônicos
Não ficar com o rosto perto da tela, ajustar o brilho e fazer pausas
6Os problemas de visão mais comuns
Problemas de visão podem vir de irregularidades na córnea, no cristalino, no líquido do olho, na retina, no nervo óptico, no formato do globo ocular ou na região do cérebro que interpreta as imagens.
Os sintomas variam: imagens desfocadas ou distorcidas até a cegueira. A cegueira pode ser de nascença ou aparecer ao longo da vida por causa de doenças. Existe também a baixa visão: mesmo com tratamento, a pessoa continua com dificuldade para enxergar.
Os quatro problemas mais comuns são: hipermetropia, presbiopia, miopia e astigmatismo. Todos podem ser resolvidos com óculos e/ou cirurgias corretivas.
Exemplos
Exemplo resolvido: "A miopia afeta 25% da população mundial. Explique sua causa." Resposta: na miopia a retina está localizada depois do ponto onde o cristalino forma a imagem de objetos distantes — é como se o olho fosse maior do que deveria. Por isso a imagem se forma antes da retina e o objeto distante aparece borrado.
Exemplo resolvido: uma estudante tem dificuldade para ler (não enxerga bem de perto). Provável distúrbio: hipermetropia. Causa: a retina está antes do ponto onde a imagem de objetos próximos se forma; é como se o olho fosse menor do que deveria. Solução: óculos ou lentes de contato com lente convergente, prescritos por um oftalmologista (em alguns casos, cirurgia a laser).
Problemas de visão: dificuldade e causa
Problema
Dificuldade
Causa
Hipermetropia
Enxergar objetos próximos
A retina está antes do lugar onde o cristalino forma a imagem de objetos próximos; é como se o olho fosse menor do que deveria
Presbiopia ("vista cansada")
Enxergar objetos próximos
Os músculos do cristalino não conseguem mais comprimi-lo o suficiente; a retina capta a imagem antes de ela ficar nítida
Miopia
Enxergar objetos distantes
A retina está depois do lugar onde a imagem se forma; é como se o olho fosse maior do que deveria
Astigmatismo
Visão dupla, aperta os olhos para ver perto e longe, fotofobia, dificuldade à noite
A córnea ou o cristalino tem curvatura irregular, deixando a imagem distorcida ou embaçada
Palavra nova
Termo
Significado
Fotofobia
Aversão à luz, por causa da dor que a luminosidade provoca
Baixa visão
Dificuldade para enxergar que continua mesmo com tratamento
7Lentes para corrigir problemas de visão
As lentes usadas para corrigir hipermetropia, presbiopia e miopia são lentes esféricas, ou seja, têm superfícies em forma de parte de esfera. Elas podem ser convergentes ou divergentes.
As lentes convergentes são mais grossas no centro do que nas bordas. Elas aproximam os raios de luz, fazendo-os se juntar (convergir) depois de atravessar a lente.
As lentes divergentes são mais finas no centro do que nas bordas. Elas afastam (divergem) os raios de luz.
As lentes dos óculos são de vidro ou resina transparente e devem ser indicadas pelo oftalmologista, depois de exames. Usar óculos de outra pessoa, ou óculos de plástico de baixa qualidade, força os olhos e pode piorar a visão com o tempo.
Exemplos
Exemplo: a lupa é uma lente convergente — grossa no meio e fina nas bordas. Se você a colocar sob o sol, os raios se juntam em um ponto bem claro e quente.
Tipos de lentes corretivas
Tipo de lente
Formato
Efeito nos raios de luz
Corrige
Convergente
Mais grossa no centro
Aproxima (junta) os raios
Hipermetropia e presbiopia
Divergente
Mais fina no centro
Afasta (espalha) os raios
Miopia
Assimétrica (cilíndrica)
Curvaturas desiguais
Corrige a distorção da córnea irregular
Astigmatismo
7.1Correção da hipermetropia
Quem tem hipermetropia não enxerga bem de perto. O cristalino não consegue convergir o suficiente os raios que vêm de objetos próximos, e a imagem não fica nítida na retina.
A solução é uma lente que aumente a convergência: a lente convergente. Com ela, a imagem passa a se formar exatamente sobre a retina.
A lente pode ser usada em óculos ou lentes de contato, sempre com receita do oftalmologista. Alguns casos também podem ser corrigidos com cirurgia a laser.
Exemplos
Exemplo: uma foto simula a visão de quem tem hipermetropia — a estátua perto está borrada, mas a paisagem ao fundo aparece nítida.
7.2Correção da presbiopia ("vista cansada")
Com a idade, os músculos do cristalino não conseguem mais acomodá-lo para ver de perto. A pessoa passa a afastar o livro para conseguir ler.
A correção é feita do mesmo jeito que a da hipermetropia: com lentes convergentes, em óculos ou lentes de contato.
Exemplos
Exemplo resolvido: "Qual lente uma pessoa com vista cansada deve usar? Por quê?" Resposta: lente convergente, porque ela ajuda a juntar os raios de luz e formar a imagem de objetos próximos exatamente sobre a retina.
7.3Correção da miopia
Quem tem miopia não enxerga bem de longe. No olho míope, a lente converge demais os raios e a imagem se forma antes da retina.
Por isso o míope precisa de uma lente que espalhe um pouco os raios antes de eles entrarem no olho: a lente divergente. Assim a imagem "anda para trás" e cai sobre a retina.
A lente deve ser receitada pelo oftalmologista, em óculos ou lentes de contato. Muitos casos também podem ser corrigidos com cirurgia a laser.
Exemplos
Exemplo: um aluno míope não consegue ler o que está escrito no quadro, mas lê o caderno normalmente. Ele precisa de óculos com lente divergente.
7.4Correção do astigmatismo
No astigmatismo, a curvatura da córnea é irregular. Por isso, de um único ponto de luz se formam várias imagens sobre a retina, que parecem sobrepostas.
A lente usada é do tipo assimétrica, também chamada de cilíndrica. Ela tem curvaturas desiguais — diferente das lentes convergentes e divergentes, que são simétricas.
Essa assimetria compensa o defeito da córnea e permite formar uma única imagem nítida na retina.
Exemplos
Exemplo: a foto de um ciclista vista por alguém com astigmatismo aparece com contornos duplicados, como se houvesse imagens sobrepostas.
8Atitude: cooperação com pessoas com deficiência visual
A visão ajuda em quase tudo: caminhar, cozinhar, estudar, praticar esportes. Muitos lugares ainda não têm adaptações para quem é cego ou tem baixa visão, então a cooperação de quem enxerga faz diferença.
Mas atenção: muitas pessoas com deficiência visual preferem e conseguem fazer suas tarefas sozinhas. Ajude só quando for necessário — e do jeito certo.
Uma boa forma de entender essa realidade é a atividade de guiar um colega vendado pela escola e depois trocar de papel.
Exemplos
Exemplo de lei: a Lei nº 11.126, de 2005, garante que a pessoa com deficiência visual entre e permaneça com seu cão-guia em locais públicos e privados de uso coletivo. Por isso, um motorista de ônibus que impedisse a entrada do cão-guia estaria errado, pois desrespeitaria a lei.
Dicas para guiar uma pessoa com deficiência visual
O que fazer
O que evitar
Ofereça ajuda logo ao avistar a pessoa com bengala
Esperar que ela precise pedir ajuda
Ofereça seu cotovelo ou ombro para ela apoiar a mão
Puxar a pessoa pelo braço
Fale em tom normal de voz
Falar alto ou gritar
Descreva o ambiente, nomeando objetos e posições
Mudar a mobília de lugar sem avisar
Avise sobre degraus, buracos e pisos escorregadios
Deixar objetos no caminho
Na escada, leve a mão dela ao corrimão e diga se sobe ou desce
Atravessar a rua em diagonal (desorienta)
Ao sentar, leve a mão dela ao encosto da cadeira
Empurrar ou sentar a pessoa
9Resumo final: o que você estudou
Neste capítulo você aprendeu os diferentes tipos de estruturas que percebem luz nos animais, as partes do olho humano, como as imagens se formam, os problemas de visão mais comuns e como corrigi-los com lentes.
Use a tabela abaixo para revisar rapidamente antes da prova.
Exemplos
Exercício resolvido: "Por que não enxergamos de cabeça para baixo, se a imagem na retina é invertida?" Resposta: porque o cérebro interpreta os sinais que chegam pelo nervo óptico e inverte a imagem novamente, mostrando os objetos na posição real.
Exercício resolvido: "Ao observar um objeto distante, o cristalino está..." Resposta: relaxado, tornando-se uma lente de menor aumento (formato mais ovalado).
Revisão rápida do capítulo
Tema
Ponto-chave
Etapas da visão
Formação da imagem no olho + interpretação pelo cérebro
Controlam a quantidade de luz (muita luz = pupila pequena)
Retina
Cones veem cores; bastonetes veem luz, sombra e contorno
Imagem na retina
Sempre invertida; o cérebro a "desvira"
Acomodação visual
Músculos mudam o formato do cristalino para focar perto ou longe
Hipermetropia e presbiopia
Difícil ver de perto → lente convergente
Miopia
Difícil ver de longe → lente divergente
Astigmatismo
Córnea irregular → lente assimétrica (cilíndrica)
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
A visão e sua importância
1Múltipla escolha
A visão depende de duas etapas para acontecer. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas duas etapas.
Resposta
Alternativa a) A formação de imagens nos olhos e a interpretação dessas imagens por uma área do cérebro.
Resolução passo a passo
A visão não acontece só no olho. Ela precisa de duas etapas que trabalham juntas.
Na primeira etapa, a luz que sai dos objetos entra no olho e forma uma imagem na parte de trás dele, na retina. É como a imagem que aparece na tela de um cinema.
Na segunda etapa, essa informação viaja pelo nervo óptico até uma área do cérebro, que "lê" e dá sentido à imagem. Só aí a gente entende que aquilo é um cachorro ou uma bicicleta.
As outras alternativas misturam órgãos e funções erradas: o som entra pelo ouvido (b), a pupila não interpreta nada (c) e as lágrimas protegem o olho, mas não formam imagens (d).
2Dissertativo
Ao longo da história da espécie humana, enxergar bem trouxe vantagens para a sobrevivência. Cite duas vantagens que a visão trouxe para os seres humanos antigos, como encontrar alimento ou perceber perigos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Duas vantagens possíveis: (1) encontrar alimento, como frutas maduras, e enxergar animais que serviam de caça; (2) perceber perigos de longe, como predadores, buracos ou um rio, e fugir a tempo. (Outras respostas válidas: achar água, reconhecer o caminho de volta, reconhecer as pessoas do grupo.)
Resolução passo a passo
Pense em como viviam os seres humanos antigos: eles caminhavam por matas e campos procurando comida e precisavam se proteger.
Vantagem 1 – encontrar alimento. Quem enxergava bem percebia a cor de uma fruta madura no alto da árvore ou o movimento de um animal ao longe. Assim conseguia comer melhor e sobreviver.
Vantagem 2 – perceber perigos. Ver de longe um predador, uma cobra no chão ou um barranco perigoso dava tempo de fugir ou desviar.
Por isso dizemos que enxergar bem trouxe vantagens para a sobrevivência: quem via melhor tinha mais chance de viver mais tempo.
3Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Hoje em dia a visão perdeu importância, pois não precisamos mais caçar.
O sistema braile permite que pessoas cegas leiam por meio de pontos em relevo.
Existem aplicativos que leem textos em áudio e ampliam imagens para ajudar pessoas com baixa visão.
Um ambiente também pode ser conhecido pelos sons, cheiros e pelo tato.
Resposta
F – V – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (F). Hoje não caçamos, mas a visão continua muito importante: usamos placas, semáforos, textos, telas e sinais luminosos o tempo todo. Ela não perdeu importância, só mudou de uso.
2ª frase (V). O sistema braile é formado por pontinhos em relevo. A pessoa cega passa os dedos sobre eles e lê pelo tato.
3ª frase (V). Existem aplicativos que leem textos em voz alta, aumentam as letras e descrevem imagens. Eles ajudam quem tem baixa visão ou cegueira.
4ª frase (V). Um lugar também é conhecido pelos sons, cheiros, temperatura e pelo tato. Quem não enxerga usa mais esses outros sentidos.
4Dissertativo
Nas sociedades modernas usamos muitos símbolos visuais, como placas de trânsito e sinais luminosos. Explique por que é importante que ruas, ônibus e escolas tenham adaptações para pessoas cegas ou com baixa visão.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque as pessoas cegas ou com baixa visão têm o mesmo direito de circular, estudar e se divertir. Como muitos avisos das cidades são visuais (placas, números de ônibus, sinais), sem adaptações como piso tátil, braile, avisos sonoros e semáforos que apitam, elas ficariam em perigo e dependeriam sempre de outra pessoa. As adaptações garantem segurança, autonomia e inclusão.
Resolução passo a passo
Passo 1: perceba que a cidade "fala" quase sempre pelos olhos. O número do ônibus, a placa da rua e o sinal vermelho são informações visuais.
Passo 2: pense em quem não enxerga. Sem adaptação, essa pessoa não sabe qual ônibus chegou nem quando pode atravessar a rua. Isso é perigoso e injusto.
Passo 3: veja as soluções. O piso tátil guia os pés, o semáforo sonoro avisa com um som, as placas e cardápios em braile informam pelo tato, e os avisos falados nos ônibus dizem o ponto seguinte.
Passo 4: conclua. Essas adaptações dão autonomia (a pessoa faz as coisas sozinha) e mostram respeito, porque todos têm direito de usar a cidade e a escola.
A visão no reino animal: invertebrados
5Múltipla escolha
A planária é um invertebrado pequeno que vive em riachos e lagos. Sobre as estruturas sensíveis à luz da planária, é correto afirmar que elas
Resposta
Alternativa b) percebem a luminosidade e a direção da luz, mas não formam imagens.
Resolução passo a passo
A planária é um animal bem simples, do tamanho de poucos milímetros. Ela tem duas manchinhas sensíveis à luz na cabeça, que muita gente chama de ocelos.
Essas estruturas só conseguem informar duas coisas: se o ambiente está claro ou escuro e de que lado vem a luz. Elas não formam imagens, ou seja, a planária não "vê" o desenho das coisas.
Por isso a letra a está errada (não há imagem nem cor) e a letra c também (olho composto com omatídeos é dos insetos e crustáceos). A letra d não faz sentido, porque a planária vive na água.
6Dissertativo
Quando uma lanterna é acesa perto de uma planária, ela costuma se afastar da região iluminada. Explique o caminho da informação nesse animal, citando as estruturas que percebem a luz e o "cérebro".
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A luz da lanterna é percebida pelas estruturas sensíveis à luz (ocelos) da cabeça da planária. Elas transformam esse estímulo em uma informação que segue pelos nervos até os gânglios nervosos da cabeça, que funcionam como um "cérebro" simples. Esse "cérebro" comanda a musculatura do corpo e o animal se movimenta para o lado escuro, fugindo da luz.
Resolução passo a passo
Passo 1 – captar: as duas manchas sensíveis à luz, na cabeça da planária, percebem que ficou muito claro de um lado.
Passo 2 – transmitir: essa informação vai pelos nervos até os gânglios nervosos da cabeça. Esse conjunto de nervos é o "cérebro" simples do animal.
Passo 3 – responder: o "cérebro" manda uma ordem para os músculos, e a planária se arrasta para a sombra.
Repare que o caminho é sempre o mesmo dos outros animais: percebe → leva a informação → o cérebro decide → o corpo responde. Só que na planária tudo é bem mais simples do que em nós.
7Múltipla escolha
Os insetos possuem olhos compostos. Cada pequena estrutura que forma esse olho recebe o nome de
Resposta
Alternativa c) omatídeo.
Resolução passo a passo
O olho composto dos insetos parece uma bolinha cheia de gominhos, como um favo de mel.
Cada gominho é uma unidade que capta luz e recebe o nome de omatídeo. Um olho de mosca pode ter milhares deles!
As outras palavras são de outras partes: cristalino é a lente do nosso olho, bastonete é uma célula da nossa retina e córnea é a camada transparente da frente do olho humano.
8Dissertativo
Uma abelha e um menino olham para o mesmo girassol. Explique a diferença entre a imagem formada pelo olho da abelha e a imagem formada pelo olho do menino.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
No olho da abelha, que é composto, cada omatídeo capta um pedacinho do girassol. O "cérebro" da abelha junta esses pedaços e forma uma imagem parecida com um mosaico, boa para perceber movimento, mas pouco detalhada. No olho do menino, que é um olho simples com uma única lente (cristalino), toda a luz é concentrada na retina e forma uma única imagem inteira, mais nítida e com muitos detalhes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – o olho da abelha: ele é composto, formado por muitos omatídeos. Cada um enxerga só uma partezinha do girassol.
Passo 2 – o resultado na abelha: o sistema nervoso dela junta todos esses pedacinhos, como um mosaico de azulejos. A imagem não é muito detalhada, mas a abelha percebe muito bem qualquer movimento.
Passo 3 – o olho do menino: é um olho simples, com uma lente só (o cristalino). Essa lente concentra a luz na retina e forma uma imagem inteira de uma vez.
Passo 4 – conclusão: os dois enxergam o mesmo girassol, mas de jeitos diferentes. Nenhum olho é "melhor": cada um é adaptado ao modo de vida do animal.
9Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Os olhos dos invertebrados são piores que os olhos humanos.
Cada omatídeo capta a luz de uma pequena parte do campo visual.
Os cientistas estudam fósseis e comparam olhos de animais atuais para entender como o olho mudou ao longo do tempo.
Todas as estruturas sensíveis à luz dos invertebrados são chamadas de olhos.
Resposta
F – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase (F). Não existe olho "melhor" ou "pior". Cada tipo de olho é adaptado ao modo de vida do animal. O olho composto da mosca, por exemplo, percebe movimentos muito rápidos, melhor que o nosso.
2ª frase (V). É exatamente assim: cada omatídeo capta a luz de uma pequena parte do que está à frente do animal.
3ª frase (V). Os cientistas comparam fósseis (restos de seres que viveram há muito tempo) com olhos de animais atuais para entender como o olho foi mudando ao longo de milhões de anos.
4ª frase (F). Nem toda estrutura sensível à luz é um olho. As manchinhas da planária, por exemplo, só percebem claro e escuro; não são olhos completos.
As estruturas do olho humano
10Dissertativo
Relacione cada estrutura do olho à sua função, escrevendo o número correto: (1) Íris (2) Pupila (3) Retina (4) Nervo óptico (5) Cílios e pálpebras ( ) Abertura por onde a luz entra no olho. ( ) Leva o estímulo da retina até o cérebro. ( ) Controla a quantidade de luz que chega à retina. ( ) Protege o globo ocular contra poeira e suor. ( ) Camada fina onde ficam as células que detectam a luz.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Abertura por onde a luz entra no olho. ( 4 ) Leva o estímulo da retina até o cérebro. ( 1 ) Controla a quantidade de luz que chega à retina. ( 5 ) Protege o globo ocular contra poeira e suor. ( 3 ) Camada fina onde ficam as células que detectam a luz.
Resolução passo a passo
Vamos pensar em cada estrutura, uma de cada vez.
A pupila (2) é aquele "pontinho preto" no meio do olho. Na verdade, é um buraco: é por ali que a luz entra.
O nervo óptico (4) é o "cabo" que sai do fundo do olho e leva a informação até o cérebro.
A íris (1) é a parte colorida. Ela é um músculo que abre e fecha a pupila, controlando quanta luz entra.
Os cílios e as pálpebras (5) ficam do lado de fora e barram poeira, suor e insetos. E a retina (3) é a camada fina do fundo do olho, cheia de células que detectam a luz.
11Múltipla escolha
A córnea é a primeira estrutura atravessada pela luz que entra no olho. Ela pode ser descrita como
Resposta
Alternativa b) uma estrutura transparente e mais externa do globo ocular.
Resolução passo a passo
A córnea é como o "vidrinho" da frente do olho. Ela é transparente, e por isso a luz consegue atravessá-la.
Como ela fica na parte mais externa, é a primeira estrutura que a luz encontra ao entrar no olho.
A letra a descreve a íris (a parte colorida), a letra c fala dos músculos ligados ao cristalino e a letra d descreve o nervo óptico.
12Dissertativo
Na retina existem dois tipos de células sensoriais: os cones e os bastonetes. Escreva qual é a função de cada um deles.
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Resposta
Os cones detectam as cores e os detalhes das imagens, mas só funcionam bem quando há bastante luz. Os bastonetes percebem a luz fraca e diferenciam claro e escuro (tons de cinza), por isso são os responsáveis por enxergarmos em ambientes pouco iluminados, mesmo sem distinguir cores.
Resolução passo a passo
A retina é a camada do fundo do olho onde ficam as células que captam a luz. Existem dois tipos delas.
Os cones são os responsáveis pelas cores e pelos detalhes finos. Eles precisam de bastante claridade para trabalhar, por isso enxergamos cores vivas de dia.
Os bastonetes funcionam com pouca luz. Eles não distinguem cores, só claro e escuro.
É por isso que, à noite, num quarto quase escuro, você vê os móveis em tons de cinza: nessa hora, quem está trabalhando são os bastonetes.
13Dissertativo
As lágrimas saem continuamente dos olhos, mesmo quando não estamos chorando. Cite duas funções das lágrimas para a saúde do olho.
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Resposta
Duas funções possíveis: (1) manter o olho úmido e lubrificado, permitindo que as pálpebras deslizem sem machucar; (2) limpar o olho, arrastando poeira e sujeira. Também são aceitas: proteger contra micro-organismos, pois as lágrimas têm substâncias que combatem germes, e ajudar a nutrir a córnea.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que o olho fica exposto ao ar o dia inteiro. Se secasse, doeria e ficaria machucado.
Função 1 – lubrificar. As lágrimas espalham uma fina camada de líquido sobre o olho a cada piscada. Assim a pálpebra desliza suavemente e a visão fica nítida.
Função 2 – limpar e proteger. Quando entra um cisco, os olhos lacrimejam mais para lavar a sujeira. Além disso, as lágrimas têm substâncias que ajudam a combater micro-organismos causadores de infecção.
Por isso elas são produzidas o tempo todo, mesmo quando não estamos chorando.
14Dissertativo
Escreva a ordem correta do caminho da luz dentro do olho humano, numerando de 1 a 5: ( ) Retina ( ) Pupila ( ) Córnea ( ) Nervo óptico ( ) Lente (cristalino)
Vamos seguir a luz, como se fôssemos um raio de sol entrando no olho.
1º – córnea: é a camada transparente da frente, a primeira que a luz atravessa.
2º – pupila: o buraquinho no meio da íris, por onde a luz passa para dentro do olho.
3º – lente (cristalino): ela concentra os raios de luz. 4º – retina: é ali que a imagem se forma, no fundo do olho.
5º – nervo óptico: daqui em diante não é mais luz, e sim um estímulo nervoso que segue até o cérebro. Por isso ele é o último da fila.
15Múltipla escolha
Observando o olho de um gato em um quarto escuro, percebemos que a parte preta do centro fica bem grande. Isso acontece porque
Resposta
Alternativa b) a íris aumenta a abertura da pupila, deixando entrar mais luz.
Resolução passo a passo
A parte preta do centro do olho é a pupila, que é uma abertura. Em volta dela está a íris, a parte colorida, que funciona como um músculo.
No escuro, chega pouca luz. Então a íris relaxa e abre bem a pupila, para captar toda a luz possível. Por isso ela parece maior.
Na claridade acontece o contrário: a íris fecha a pupila para não entrar luz demais.
As outras opções estão erradas porque a retina não cresce (a), o cristalino muda de forma para focar, não para controlar a luz (c), e as lágrimas não empurram a córnea (d).
Formação das imagens no olho e comparação com a câmera fotográfica
16Múltipla escolha
A lente do olho tem formato biconvexo e funciona como uma lente convergente. Isso significa que ela
Resposta
Alternativa b) aproxima os raios de luz, concentrando-os em uma pequena região da retina.
Resolução passo a passo
A palavra convergente vem de convergir, que significa "vir para o mesmo ponto".
A lente do olho é biconvexa: ela é mais grossa no meio e mais fina nas bordas, parecendo uma lentilha. Esse formato faz os raios de luz se aproximarem uns dos outros.
Assim, a luz que vem de um objeto se junta num pontinho lá no fundo do olho, na retina, e forma a imagem nítida.
A letra a descreve uma lente divergente, e as letras c e d falam de coisas que a lente não faz.
17Dissertativo
As imagens projetadas na retina são sempre invertidas. Mesmo assim, vemos o mundo na posição certa. Explique por que isso acontece.
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Resposta
Porque a lente do olho, por ser convergente, projeta a imagem de cabeça para baixo na retina; mas quem "lê" essa imagem é o cérebro. A área da visão do cérebro interpreta e corrige a informação, mostrando o mundo na posição certa. Ou seja, quem vê de fato é o cérebro, não apenas o olho.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que a lente faz. Os raios de luz que vêm do alto do objeto atravessam a lente e vão parar na parte de baixo da retina, e os que vêm de baixo vão para cima. Por isso a imagem fica invertida.
Passo 2: lembre que a retina não decide nada. Ela só transforma a luz em estímulo nervoso e envia pelo nervo óptico.
Passo 3: o cérebro recebe essa informação e a interpreta. Ele já aprendeu, desde bebê, a virar a imagem e relacioná-la com o que tocamos e ouvimos.
Conclusão: enxergar é um trabalho de dupla. O olho forma a imagem e o cérebro a interpreta, colocando tudo na posição certa.
18Dissertativo
Compare a câmera fotográfica com o olho humano completando as correspondências: a) Diafragma da câmera → ______ do olho b) Lente da câmera → ______ do olho c) Sensor eletrônico da câmera → ______ do olho
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Resposta
a) Diafragma da câmera → íris (que abre e fecha a pupila) do olho. b) Lente da câmera → lente (cristalino) do olho. c) Sensor eletrônico da câmera → retina do olho.
Resolução passo a passo
A câmera fotográfica foi inventada imitando o olho, por isso as peças se parecem.
a) Diafragma → íris. O diafragma é a peça que abre e fecha para controlar quanta luz entra. No olho, quem faz isso é a íris, mudando o tamanho da pupila.
b) Lente da câmera → cristalino. As duas concentram os raios de luz para formar uma imagem nítida.
c) Sensor → retina. O sensor é a superfície onde a imagem se forma e é transformada em sinal elétrico. No olho, essa superfície é a retina.
Uma diferença: na câmera, o sinal vai para a memória do aparelho; no olho, vai pelo nervo óptico até o cérebro.
19Múltipla escolha
No experimento da caixa com uma lupa e papel vegetal (modelo do olho), a lupa e o papel vegetal representam, respectivamente,
Resposta
Alternativa b) o cristalino e a retina.
Resolução passo a passo
No modelo, a lupa é uma lente convergente colocada na frente da caixa. Ela faz o mesmo papel do cristalino: concentra a luz que entra.
O papel vegetal fica atrás, e é nele que a imagem aparece projetada, geralmente de cabeça para baixo. Ele representa a retina, o fundo do olho onde a imagem se forma.
A caixa escura representa o interior do globo ocular. Por isso a resposta é a letra b.
20Dissertativo
No modelo do olho feito com a caixa, por que o interior da caixa deve ser pintado de preto e as frestas cobertas com fita? Explique com suas palavras.
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Resposta
Porque o interior do olho é escuro. Pintando de preto e vedando as frestas, a única luz que entra é a que passa pela lupa. Assim a luz não fica batendo e refletindo nas paredes da caixa nem entrando pelos lados, e a imagem projetada no papel vegetal fica muito mais nítida e visível.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense no que atrapalha a imagem. Se entrar luz pelos buraquinhos da caixa, ela ilumina tudo por dentro e a imagem "some", como acontece quando acendemos a luz no cinema.
Passo 2: entenda a tinta preta. Cores claras refletem a luz para todos os lados. O preto absorve a luz, por isso as paredes não devolvem clarão para o papel.
Passo 3: vede as frestas. Com a fita, garantimos que a luz entre só pela lupa, como no olho ela entra só pela pupila.
Resultado: a imagem no papel vegetal aparece com bom contraste, do mesmo jeito que se forma na retina, dentro do globo ocular escuro.
21Dissertativo
Um fotógrafo vai tirar uma foto dentro de uma sala com pouca luz. Para que entre mais luz na câmera, ele deve aumentar ou diminuir a abertura do diafragma? Compare essa escolha com o que acontece na sua pupila em um lugar escuro.
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Resposta
Ele deve aumentar a abertura do diafragma, para deixar entrar mais luz na câmera. É exatamente o que acontece no nosso olho em um lugar escuro: a íris relaxa e a pupila fica maior (dilatada), permitindo a entrada de mais luz até a retina.
Resolução passo a passo
Passo 1: o problema é a falta de luz. Numa sala escura, chega pouca luz ao sensor, e a foto sai escura.
Passo 2: a solução na câmera é aumentar a abertura do diafragma. Quanto maior o buraco, mais luz passa.
Passo 3: no olho acontece a mesma coisa, mas automaticamente. A íris relaxa e a pupila aumenta de tamanho. Isso se chama dilatação da pupila.
Passo 4: compare. Diafragma aberto = pupila dilatada (no escuro). Diafragma fechado = pupila pequena (na claridade). Por isso dizemos que a câmera imita o olho.
Acomodação visual
22Múltipla escolha
A capacidade de a lente do olho mudar levemente de formato para formar imagens nítidas de objetos perto e longe é chamada de
Resposta
Alternativa b) acomodação visual.
Resolução passo a passo
Quando olhamos para algo perto ou longe, a imagem precisa se formar exatamente na retina. Para isso, a lente do olho muda um pouquinho de formato.
Esse ajuste automático se chama acomodação visual. É como "focar" uma câmera, mas feito pelos músculos do nosso olho.
As outras palavras têm outros significados: fotofobia é incômodo com a luz forte, astigmatismo é um problema de curvatura da córnea e o reflexo da pupila é o abrir e fechar da pupila conforme a claridade.
23Dissertativo
Ana está lendo um livro bem perto do rosto e, de repente, levanta os olhos para ver um pássaro no alto de uma árvore. Explique o que aconteceu com os músculos e com o formato do cristalino dela nesses dois momentos. Use o termo acomodação visual.
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Resposta
Lendo o livro de perto, os músculos ligados ao cristalino se contraem e o comprimem, deixando-o mais arredondado (mais "gordinho"), o que aproxima bastante os raios de luz. Ao olhar o pássaro ao longe, esses músculos relaxam e o cristalino fica mais fino e achatado. Essa mudança automática do formato da lente para formar imagens nítidas em qualquer distância é a acomodação visual.
Resolução passo a passo
Momento 1 – livro perto do rosto. A luz vem de bem pertinho e chega muito espalhada. Para juntá-la na retina, os músculos se contraem e o cristalino fica mais arredondado, aumentando o poder de concentrar a luz.
Momento 2 – pássaro na árvore. A luz vem de longe e chega quase reta. Agora não é preciso desviá-la tanto. Os músculos relaxam e o cristalino fica mais achatado.
Passo final: dê o nome ao fenômeno. Essa troca de formato acontece em fração de segundo e sem que Ana perceba. Ela se chama acomodação visual.
Curiosidade: quando lemos muito tempo de perto, esses músculos ficam contraídos por horas e cansam. Por isso é bom olhar para longe de vez em quando.
24Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Para enxergar um objeto próximo, os músculos comprimem o cristalino e ele fica mais arredondado.
Para enxergar um objeto distante, o cristalino se afasta da retina.
A mudança do formato da lente acontece involuntariamente, sem que a gente perceba.
Com o passar dos anos, os músculos do cristalino perdem parte da capacidade de contrair e relaxar.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª (V). Para ver de perto, os músculos comprimem o cristalino e ele fica mais arredondado, concentrando mais a luz.
2ª (F). O cristalino não muda de lugar; ele fica sempre na mesma posição. O que muda é o seu formato: para longe, ele fica mais achatado. Quem se afasta e se aproxima é a lente de uma lupa ou de uma máquina fotográfica, não a do olho.
3ª (V). A acomodação visual é involuntária, ou seja, acontece sozinha, sem a gente mandar.
4ª (V). Com a idade, esses músculos e a própria lente perdem elasticidade. É isso que causa a presbiopia, a chamada vista cansada.
25Dissertativo
Ao usar uma lupa, aproximamos ou afastamos a lente do objeto até a imagem ficar nítida. Explique por que o olho humano não pode fazer isso e qual solução o corpo encontrou para focar objetos a distâncias diferentes.
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Resposta
O olho não pode aproximar ou afastar a lente porque o cristalino está preso dentro do globo ocular, a uma distância fixa da retina. A solução que o corpo encontrou foi mudar o formato da própria lente: músculos a comprimem, deixando-a mais arredondada para focar objetos próximos, ou relaxam, deixando-a mais achatada para focar objetos distantes. Esse ajuste é a acomodação visual.
Resolução passo a passo
Passo 1 – como funciona a lupa: nós seguramos a lente com a mão e a movimentamos até a imagem ficar nítida. Mudamos a distância entre a lente e o objeto.
Passo 2 – por que o olho não faz isso: o cristalino está fixo dentro do olho, ligado a músculos, e sempre à mesma distância da retina. Ele não pode andar para frente e para trás como uma lupa.
Passo 3 – a solução do corpo: em vez de mudar de lugar, a lente muda de formato. Mais arredondada para perto, mais achatada para longe.
Passo 4 – o nome disso é acomodação visual, e ela acontece automaticamente, em menos de um segundo.
Cuidados com a saúde dos olhos
26Dissertativo
Pedro passou a manhã inteira no computador, com o rosto bem perto da tela e sem fazer pausas. Cite três cuidados que ele deveria ter para proteger a saúde dos olhos.
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Resposta
Três cuidados possíveis: (1) fazer pausas a cada 20 ou 30 minutos, olhando para longe para descansar a vista; (2) manter uma distância adequada da tela (cerca de um braço) e ajustar o brilho, usando o ambiente bem iluminado; (3) piscar com frequência para não ressecar os olhos, evitar esfregá-los com as mãos sujas e consultar um oftalmologista periodicamente.
Resolução passo a passo
Passo 1 – descansar a vista. Ficar horas olhando de perto deixa os músculos do cristalino contraídos e cansados. Por isso existe a dica: a cada 20 minutos, olhe por 20 segundos para algo distante.
Passo 2 – cuidar da distância e da luz. O rosto deve ficar a mais ou menos um braço de distância da tela. Também é importante que o cômodo esteja iluminado, para o olho não fazer esforço extra.
Passo 3 – piscar e não esfregar. Quem olha para telas pisca menos, e o olho reseca e arde. Piscar espalha as lágrimas. E esfregar os olhos com as mãos sujas pode causar infecção.
Um cuidado extra: visitar o oftalmologista de tempos em tempos, para verificar se está tudo bem com a visão.
27Múltipla escolha
Assinale a alternativa que apresenta um cuidado incorreto com a saúde dos olhos.
Resposta
Alternativa a) Esfregar bem forte os olhos quando eles coçam.
Resolução passo a passo
Esfregar os olhos com força é prejudicial. Isso pode machucar a córnea, empurrar um cisco para dentro e ainda levar micro-organismos das mãos para o olho, causando infecção.
O certo é lavar as mãos e o rosto com água limpa, ou lavar o olho com água ou soro, sem esfregar.
As outras alternativas são cuidados corretos: proteger-se do sol com chapéu e óculos com filtro UV (b), visitar o oftalmologista (c) e higienizar delicadamente as pálpebras e os cílios (d).
28Dissertativo
Explique por que coçar os olhos com as mãos sujas pode causar infecções.
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Resposta
Porque nas mãos sujas existem micro-organismos, como bactérias, vírus e fungos, que ficam nas maçanetas, no chão, nos brinquedos e no dinheiro. Ao coçar, levamos esses germes direto para a superfície do olho, que é úmida e delicada. Além disso, o atrito pode causar pequenas lesões, facilitando ainda mais a entrada dos micro-organismos e provocando doenças como a conjuntivite.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense no que existe nas suas mãos. Durante o dia, elas tocam muitas superfícies e recolhem micro-organismos — seres tão pequenos que só vemos com microscópio.
Passo 2: pense no olho. Ele é úmido, quentinho e sem pele grossa para proteger. É um lugar ótimo para esses germes se multiplicarem.
Passo 3: some as duas coisas. Ao coçar, você faz um "transporte" dos germes da mão para o olho. E o atrito ainda pode arranhar a superfície, abrindo caminho para eles.
Resultado: pode aparecer uma infecção, como a conjuntivite, que deixa o olho vermelho, inchado e com secreção. Por isso: lave as mãos e não esfregue os olhos.
29Dissertativo
O médico especialista em visão é chamado de ______. Complete a frase e explique o que esse profissional faz.
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Resposta
O médico especialista em visão é chamado de oftalmologista. Ele examina os olhos, mede o grau da visão, diagnostica e trata problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e infecções, receita óculos, lentes de contato e remédios, e também realiza cirurgias dos olhos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – complete a frase: o profissional é o oftalmologista. Não confunda com o optometrista ou com o vendedor da ótica, que apenas fabrica ou vende os óculos.
Passo 2 – o que ele faz no consultório: usa aparelhos e tabelas de letras para medir se você enxerga bem de longe e de perto. Isso é medir o grau.
Passo 3 – o que ele trata: descobre problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, conjuntivite e catarata. Receita óculos, lentes de contato ou colírios.
Passo 4 – por que visitá-lo: muitas crianças não sabem que enxergam mal, porque acham que todo mundo vê daquele jeito. Por isso a consulta periódica é importante.
Problemas de visão mais comuns
30Múltipla escolha
Uma pessoa com miopia tem dificuldade para enxergar objetos distantes. A causa desse problema é que
Resposta
Alternativa b) a retina está depois do lugar onde a imagem se forma; é como se o olho fosse maior do que deveria.
Resolução passo a passo
Na miopia, o globo ocular é um pouco mais comprido do que o normal (ou a lente concentra a luz demais).
Assim, os raios de luz se encontram antes de chegar à retina. Quando finalmente atingem a retina, já estão se espalhando de novo, e a imagem chega embaçada.
Por isso a pessoa míope enxerga bem de perto, mas vê borrado o que está longe, como a lousa da sala ou uma placa na rua.
A letra a descreve a hipermetropia, a letra c descreve o astigmatismo e a letra d, a presbiopia.
31Dissertativo
Relacione o problema de visão à sua principal dificuldade: (1) Hipermetropia (2) Miopia (3) Presbiopia (4) Astigmatismo ( ) Enxergar objetos distantes. ( ) Ver contornos deformados, visão dupla e fotofobia. ( ) Enxergar de perto porque os músculos do cristalino já não o comprimem o suficiente. ( ) Enxergar objetos próximos porque a retina está antes do ponto onde a imagem se forma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Enxergar objetos distantes. → Miopia ( 4 ) Ver contornos deformados, visão dupla e fotofobia. → Astigmatismo ( 3 ) Enxergar de perto porque os músculos do cristalino já não o comprimem o suficiente. → Presbiopia ( 1 ) Enxergar objetos próximos porque a retina está antes do ponto onde a imagem se forma. → Hipermetropia
Resolução passo a passo
Miopia (2): o olho é "comprido demais" e a imagem se forma antes da retina. Resultado: dificuldade para ver de longe.
Astigmatismo (4): a córnea ou o cristalino tem curvatura irregular, como uma bola amassada. A luz se espalha e a pessoa vê contornos deformados, imagens sobrepostas e sente incômodo com a luz (fotofobia).
Presbiopia (3): com a idade, os músculos perdem força e não comprimem mais o cristalino como antes. Falta acomodação para perto, e a pessoa afasta o texto do rosto.
Hipermetropia (1): o olho é "curto demais", então a imagem se formaria atrás da retina. A dificuldade é de perto.
32Dissertativo
Dona Marta tem 55 anos e começou a afastar o jornal do rosto para conseguir ler. Qual é o provável problema de visão dela? Explique a causa desse problema.
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Resposta
Ela provavelmente tem presbiopia, também conhecida como "vista cansada". Com o passar dos anos, o cristalino vai ficando menos flexível e os músculos que o comprimem perdem parte da força. Assim, a lente não consegue mais ficar bem arredondada para focar objetos próximos, ou seja, a acomodação visual para perto fica prejudicada. Afastar o jornal ajuda porque, mais longe, a imagem consegue se formar na retina. A correção é feita com lentes convergentes, receitadas pelo oftalmologista.
Resolução passo a passo
Passo 1 – observe as pistas: dona Marta tem 55 anos e a dificuldade é para perto. Esses dois dados juntos indicam a presbiopia.
Passo 2 – lembre da acomodação. Para ler de perto, os músculos precisam comprimir o cristalino, deixando-o arredondado.
Passo 3 – explique a causa: com a idade, o cristalino endurece e os músculos enfraquecem. A lente não fica arredondada o suficiente, e a imagem do jornal não se forma direito na retina.
Passo 4 – entenda o "truque" dela: ao afastar o jornal, a luz chega menos espalhada e a imagem fica nítida sem tanto esforço. Mas a solução correta é usar óculos com lentes convergentes.
33Múltipla escolha
Uma pessoa com astigmatismo enxerga as imagens embaçadas ou como se estivessem sobrepostas. Isso acontece porque
Resposta
Alternativa b) a córnea ou o cristalino tem uma curvatura irregular.
Resolução passo a passo
No olho normal, a córnea é bem redondinha, como a superfície de uma bola de futebol. Assim, a luz é desviada igualmente em todas as direções.
No astigmatismo, essa curvatura é irregular — mais parecida com uma bola de futebol americano. A luz então se concentra em pontos diferentes.
O resultado é que a pessoa vê contornos deformados, imagens borradas ou sobrepostas, e pode sentir dor de cabeça e incômodo com luz forte.
As outras opções descrevem situações diferentes: nervo óptico rompido causaria cegueira, e falta de lágrimas causa olho seco, não visão dupla.
34Dissertativo
Explique, com suas palavras, a diferença entre uma pessoa cega e uma pessoa com baixa visão.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A pessoa cega não enxerga nada ou enxerga tão pouco que não consegue usar a visão nas atividades do dia a dia; por isso usa outros recursos, como o braile, a bengala, o cão-guia, os sons e o tato. A pessoa com baixa visão ainda enxerga um pouco, mesmo usando óculos, e consegue aproveitar essa visão que resta com ajuda de letras ampliadas, lupas, mais iluminação e cores contrastantes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – cegueira: é a perda total ou quase total da visão. Mesmo com óculos, a pessoa não consegue usar os olhos para ler ou se locomover.
Passo 2 – como ela faz: usa o braile para ler, bengala ou cão-guia para andar, e presta muita atenção nos sons, cheiros e no tato.
Passo 3 – baixa visão: aqui ainda existe um resto de visão útil, mesmo depois de usar óculos. A pessoa pode enxergar vultos, cores ou letras bem grandes.
Passo 4 – como ela faz: usa lupas, textos ampliados, boa iluminação e contraste (por exemplo, letra branca em fundo preto).
Conclusão: a diferença está em quanto de visão a pessoa ainda aproveita no dia a dia.
Lentes para corrigir problemas de visão
35Múltipla escolha
As lentes convergentes e divergentes são diferentes na forma e no efeito. Assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa c) A convergente é mais espessa no centro e aproxima os raios de luz.
Resolução passo a passo
A lente convergente tem o meio mais grosso do que as bordas, como uma lentilha. Esse formato faz os raios de luz se aproximarem, indo para um mesmo ponto.
A lente divergente é o contrário: fina no centro e grossa nas bordas. Ela afasta (espalha) os raios de luz.
Comparando com as alternativas: a letra a troca a descrição da convergente pela da divergente, a letra b faz a troca inversa e a letra d nega que existam diferenças. Só a letra c está correta.
36Dissertativo
Complete o quadro escrevendo o tipo de lente corretiva usada em cada caso: a) Miopia → lente ______ b) Hipermetropia → lente ______ c) Presbiopia → lente ______ d) Astigmatismo → lente ______
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Resposta
a) Miopia → lente divergente b) Hipermetropia → lente convergente c) Presbiopia → lente convergente d) Astigmatismo → lente cilíndrica (assimétrica)
Resolução passo a passo
Para acertar, pense sempre em onde a imagem está se formando.
a) Miopia: a imagem se forma antes da retina. É preciso "atrasar" o encontro dos raios, então usamos a lente divergente, que os espalha um pouco.
b) Hipermetropia: a imagem se formaria depois da retina. É preciso "adiantar" o encontro, então usamos a lente convergente, que aproxima os raios.
c) Presbiopia: a dificuldade também é de perto, por falta de acomodação. A lente convergente faz o trabalho que o cristalino já não consegue.
d) Astigmatismo: o problema é a curvatura irregular. A solução é uma lente também irregular, chamada cilíndrica ou assimétrica, que compensa exatamente o defeito daquele olho.
37Dissertativo
No olho míope, a imagem se forma antes da retina. Explique como a lente divergente resolve esse problema.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A lente divergente afasta um pouco os raios de luz antes de eles entrarem no olho. Chegando mais espalhados, esses raios só vão se encontrar mais adiante, depois de atravessarem a córnea e o cristalino. Assim, o ponto onde a imagem se forma é empurrado para trás e passa a cair exatamente sobre a retina, tornando a visão de longe nítida.
Resolução passo a passo
Passo 1 – qual é o problema: no olho míope, a luz se concentra cedo demais, antes de alcançar a retina. Quando chega lá, já se espalhou de novo, e a imagem sai borrada.
Passo 2 – o que precisamos: fazer com que o "ponto de encontro" da luz aconteça um pouco mais para trás.
Passo 3 – o papel da lente divergente: ela é fina no meio e espalha levemente os raios antes de eles entrarem no olho.
Passo 4 – o resultado: como os raios entram mais abertos, o cristalino precisa de mais espaço para juntá-los. O ponto de foco se desloca para trás e cai bem na retina. Pronto: a pessoa volta a enxergar nítido de longe.
38Dissertativo
Rafael achou os óculos do irmão e resolveu usá-los para ler, porque "enxergou tudo maior". Por que essa atitude não é recomendada? Explique.
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Resposta
Porque os óculos são feitos sob medida para os olhos de uma pessoa, com o grau receitado pelo oftalmologista. Usar o grau de outra pessoa faz a imagem se formar fora da retina, obrigando os músculos do olho a um esforço enorme para tentar focar. Isso pode causar dor de cabeça, tontura, enjoo, olhos ardendo e cansaço visual. Se Rafael tem alguma dificuldade para enxergar, o certo é procurar um oftalmologista.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda que cada par de óculos tem um grau específico, calculado para corrigir o problema daquele olho.
Passo 2: veja o que acontece com Rafael. A lente do irmão desvia a luz de um jeito que não combina com o olho dele. A imagem não cai certinha na retina.
Passo 3: os músculos do olho tentam consertar isso o tempo todo, forçando a acomodação. Daí vêm a dor de cabeça, a tontura, o ardor e o cansaço.
Passo 4: repare no argumento dele. Enxergar "tudo maior" não é sinal de melhora, é só um efeito da lente. Se Rafael sente dificuldade para ler, precisa de uma consulta com o oftalmologista, e não dos óculos do irmão.
39Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
A lente usada no astigmatismo é assimétrica, também chamada de cilíndrica.
As especificações da lente devem ser feitas pelo médico oftalmologista.
Óculos de plástico de baixa qualidade podem forçar os olhos e prejudicar a visão.
A miopia e a hipermetropia só podem ser corrigidas com cirurgia, nunca com óculos.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª (V). No astigmatismo a curvatura do olho é irregular, então a lente também precisa ser irregular. Ela é chamada de cilíndrica ou assimétrica.
2ª (V). Só o oftalmologista pode examinar os olhos e determinar o grau e o tipo de lente. A ótica apenas fabrica os óculos conforme a receita.
3ª (V). Óculos comprados em camelô, sem grau adequado e com material ruim, distorcem a luz e forçam a vista, podendo causar dores e cansaço visual.
4ª (F). Miopia e hipermetropia são corrigidas normalmente com óculos ou lentes de contato. A cirurgia é uma opção a mais, para alguns casos, e não a única.
40Calcule
Leia o texto sobre a história dos óculos e responda: em 1441 surgiram as primeiras lentes apropriadas para os míopes e, em 1827, a solução para o astigmatismo. Quantos anos se passaram entre essas duas invenções?
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Resposta
386 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – identifique os dados: lentes para míopes em 1441 e solução para o astigmatismo em 1827. Como as duas datas são depois de Cristo, basta subtrair.
Passo 2 – monte a conta: 1827 − 1441.
Passo 3 – calcule. Uma forma fácil é ir por partes: de 1441 até 1800 são 359 anos; de 1800 até 1827 são mais 27 anos. Somando: 359 + 27 = 386.
Resposta: passaram-se 386 anos entre uma invenção e a outra.
41Calcule
Os primeiros registros do uso de óculos aparecem em textos de 500 a.C., e o primeiro par de lentes com grau unido por aros de ferro surgiu em 1270 d.C. Calcule quantos anos se passaram entre esses dois momentos.
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Resposta
1770 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – atenção: uma data é a.C. (antes de Cristo) e a outra é d.C. (depois de Cristo). Nesse caso, não subtraímos: nós somamos.
Passo 2 – entenda por quê. De 500 a.C. até o ano zero passaram-se 500 anos. Do ano zero até 1270 d.C. passaram-se mais 1270 anos.
Passo 3 – some tudo: 500 + 1270 = 1770.
Resposta: passaram-se 1770 anos entre os primeiros registros do uso de óculos e o primeiro par de lentes com grau unido por aros de ferro.
Convivência e cooperação com pessoas com deficiência visual
42Múltipla escolha
Ao acompanhar uma pessoa com deficiência visual, qual é a atitude correta?
Resposta
Alternativa c) Oferecer o cotovelo ou o ombro para que ela se apoie e acompanhe com segurança.
Resolução passo a passo
A regra principal é: quem guia vai um passo à frente, e a pessoa com deficiência visual se apoia no seu cotovelo ou ombro. Assim ela sente para onde você vai e caminha com segurança.
Antes disso, sempre pergunte se a pessoa quer ajuda e como prefere ser ajudada.
As outras opções estão erradas: puxar pelo braço assusta e desequilibra (a); falar alto é desnecessário, porque a pessoa não enxerga, mas ouve muito bem (b); e atravessar em diagonal confunde a orientação e é perigoso (d).
43Dissertativo
Você vai guiar um colega vendado por um corredor da escola. Escreva três orientações que você seguiria para que ele se sinta seguro.
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Resposta
Três orientações possíveis: (1) perguntar antes se ele quer ajuda e oferecer o meu cotovelo ou ombro, caminhando um passo à frente, sem puxá-lo; (2) avisar em voz normal sobre os obstáculos do caminho, como tem um degrau à frente, a porta está à sua direita, vamos virar à esquerda; (3) descrever o ambiente e nunca deixá-lo sozinho sem avisar; se precisar sair, dizer que estou me afastando e deixá-lo perto de uma parede ou apoio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – peça permissão e ofereça o braço. Nunca saia puxando ninguém. Diga: quer que eu te guie? e ofereça o cotovelo, andando meio passo à frente.
Passo 2 – descreva o caminho. Fale com voz normal o que vem pela frente: degraus, portas, cadeiras, o chão molhado. Use referências claras, como à sua direita, e evite dizer só ali.
Passo 3 – avise quando sair de perto. Se você se afastar em silêncio, o colega vai continuar falando com alguém que não está mais lá, e pode se sentir inseguro.
Dica extra: trate seu colega com naturalidade. Pode usar palavras como ver e olhar; elas fazem parte da língua e não ofendem ninguém.
44Dissertativo
A Lei nº 11.126, de 2005, garante o direito de a pessoa com deficiência visual entrar e permanecer com seu cão-guia em locais públicos e privados de uso coletivo. Um segurança impediu a entrada de uma pessoa cega com seu cão-guia em um cinema. Ele agiu corretamente? Justifique sua resposta.
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Resposta
Não, o segurança agiu errado. A Lei nº 11.126, de 2005, garante à pessoa com deficiência visual o direito de entrar e permanecer com seu cão-guia em qualquer local público ou privado de uso coletivo, como cinemas, ônibus, restaurantes, shoppings e escolas. O cão-guia não é um animal de estimação: ele é treinado para guiar e proteger, funcionando como um instrumento de acessibilidade. Ao impedir a entrada, o segurança desrespeitou a lei e o direito de ir e vir dessa pessoa, e o estabelecimento pode até ser multado.
Resolução passo a passo
Passo 1 – veja o que diz a lei. A Lei nº 11.126/2005 garante o direito de a pessoa com deficiência visual estar acompanhada do seu cão-guia em locais públicos e privados de uso coletivo. Um cinema é um desses lugares.
Passo 2 – entenda o papel do animal. O cão-guia passa por um longo treinamento. Ele não é um bichinho de estimação: é um apoio para a pessoa andar com segurança e autonomia.
Passo 3 – julgue a atitude. Ao barrar a entrada, o segurança impediu a pessoa de exercer um direito garantido por lei.
Passo 4 – conclua. A atitude correta seria permitir a entrada dos dois. Quem descumpre a lei pode responder por isso, e o local pode ser multado.
45Dissertativo
A música Óculos, de Herbert Vianna, fala de alguém que sente vergonha de usar óculos. Escreva um pequeno texto (3 a 5 linhas) explicando por que julgar as pessoas pela aparência atrapalha um convívio respeitoso na escola.
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Resposta
Exemplo de resposta: "Julgar as pessoas pela aparência atrapalha o convívio na escola porque faz alguém se sentir menor só por causa de um detalhe do corpo ou da roupa. Quem usa óculos, por exemplo, está apenas cuidando da saúde da visão, e não deveria sentir vergonha por isso. Quando rimos ou colocamos apelidos, a pessoa pode se fechar, deixar de usar os óculos e até ter o aprendizado prejudicado. Cada um tem um jeito e uma história, e o que vale mesmo é como tratamos os outros. Respeitar as diferenças deixa a escola um lugar mais seguro e alegre para todos."
Resolução passo a passo
Passo 1 – entenda o tema da música. Em Óculos, o personagem sente vergonha de usar óculos por medo do que os outros vão dizer. Isso mostra como as opiniões alheias pesam.
Passo 2 – comece seu texto dizendo o problema: julgar pela aparência machuca e cria apelidos e exclusão.
Passo 3 – dê um exemplo concreto: quem deixa de usar os óculos por vergonha passa a enxergar mal a lousa, tem dor de cabeça e pode ir pior nos estudos. Ou seja, a zombaria prejudica de verdade.
Passo 4 – termine com uma conclusão positiva: o respeito às diferenças faz todo mundo se sentir bem e aprender melhor. Escreva de 3 a 5 linhas, com suas próprias palavras.
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A visão acontece em duas etapas: primeiro a imagem se forma dentro do olho, depois o cérebro interpreta essa imagem.
Enxergar ajudou os seres humanos a encontrar alimento, fugir de perigos e reconhecer pessoas de longe. Hoje a visão também é essencial para ler símbolos e mensagens.
Pessoas cegas ou com baixa visão contam com tecnologias como o braile (sistema de leitura com pontos em relevo) e aplicativos que leem textos em áudio.
2A visão no reino animal
Há cerca de 600 milhões de anos surgiram duas linhagens (grupos de antepassados aparentados) de animais: uma com olhos simples, que só percebem luz e sombra, e outra que originou os vertebrados, com olhos complexos.
Os olhos foram se modificando ao longo da evolução. Nenhum tipo é melhor que o outro: cada um é uma adaptação ao ambiente em que o animal vive.
2.1Invertebrados
A planária é um animalzinho de água doce com duas estruturas na "cabeça" que percebem a luz e a direção dela, mas não formam imagens. Ao receber o estímulo, ela costuma se afastar da luz.
Os insetos têm olhos compostos, formados por centenas ou milhares de peças minúsculas chamadas omatídeos. Cada omatídeo funciona como uma lentinha e capta só um pedaço da cena, formando uma imagem em mosaico.
Exemplo
Uma borboleta vê a flor como um mosaico de pedacinhos; uma pessoa vê a mesma flor como uma imagem única e nítida.
2.2Vertebrados
Peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos têm olhos quase esféricos e cheios de líquido. A imagem se forma numa superfície sensível à luz: a retina.
3Estruturas do olho humano
As partes externas protegem o olho: pálpebras, cílios e supercílio barram poeira e suor. As lágrimas saem sem parar, mantêm o olho úmido e matam bactérias; ao piscar, as pálpebras espalham as lágrimas.
3.1Íris e pupila
A íris é a parte colorida do olho e controla quanta luz entra. A pupila é o buraquinho no meio da íris por onde a luz passa.
Com muita luz, a pupila diminui; com pouca luz, ela aumenta.
3.2Partes internas
Córnea: camada transparente mais externa; é a primeira que a luz atravessa.
Lente (cristalino): transparente e biconvexa (mais grossa no centro); funciona como lente convergente e joga a luz sobre a retina.
Retina: camada fina com as células que enxergam — os cones, que percebem cores, e os bastonetes, que percebem luz, sombra e contornos.
Nervo óptico: leva o estímulo da retina até o cérebro.
4Como as imagens se formam no olho
A luz refletida pelo objeto entra pela pupila, atravessa o cristalino e se concentra na retina. Ali a imagem vira sinais elétricos que vão ao cérebro.
A imagem formada na retina é sempre invertida: de cabeça para baixo e trocada da direita para a esquerda. O cérebro desinverte tudo, e por isso vemos o mundo na posição certa.
4.1Comparação com a câmera fotográfica
A câmera tem lente (como o cristalino), diafragma (como a íris/pupila, controla a entrada de luz) e um sensor ou filme (como a retina), onde a imagem invertida é projetada.
4.2Acomodação visual
O cristalino não se afasta nem se aproxima da retina. Em vez disso, músculos mudam o formato dele para deixar a imagem nítida. Isso é a acomodação visual.
Objeto distante: músculos relaxam, a lente fica mais achatada (menor aumento). Objeto próximo: músculos comprimem, a lente fica mais arredondada (maior aumento).
Com a idade, esses músculos perdem força e fica difícil focar de perto.
5Cuidados com a saúde dos olhos
Evite esfregar os olhos (pode ferir e levar micróbios das mãos). Higienize com cuidado pálpebras, cílios e cantos.
Consulte um oftalmologista (médico dos olhos) regularmente. Evite sol forte entre 10h e 16h; use chapéu e óculos escuros com proteção UV.
Não fique com o rosto muito perto de telas, ajuste o brilho e faça pausas.
6Problemas de visão mais comuns
Acontecem quando a imagem não se forma nitidamente sobre a retina. Podem vir de irregularidades na córnea, no cristalino ou do formato do globo ocular.
Hipermetropia: dificuldade de ver de perto; a imagem se formaria depois da retina (olho "curto demais").
Presbiopia ("vista cansada"): dificuldade de ver de perto, porque os músculos do cristalino envelheceram e não o comprimem o bastante.
Miopia: dificuldade de ver de longe; a imagem se forma antes da retina (olho "comprido demais").
Astigmatismo: a córnea ou o cristalino tem curvatura irregular, e a imagem fica distorcida ou embaçada; pode dar visão dupla e fotofobia (incômodo com a luz).
7Lentes que corrigem a visão
Lente convergente: mais grossa no centro; junta (aproxima) os raios de luz.
Lente divergente: mais fina no centro; espalha (afasta) os raios de luz.
As lentes devem ser sempre receitadas pelo oftalmologista. Usar os óculos de outra pessoa ou lentes de plástico de má qualidade força a vista e piora a visão.
7.1Qual lente para cada problema
Hipermetropia e presbiopia: lentes convergentes, porque o olho precisa de ajuda para juntar mais os raios e formar a imagem sobre a retina.
Miopia: lente divergente, que espalha os raios e empurra a imagem para trás, até cair na retina.
Astigmatismo: lente assimétrica (cilíndrica), com curvaturas desiguais, que corrige a curvatura irregular e forma uma única imagem nítida.
Em muitos casos também existe cirurgia com laser.
8Cooperação com pessoas com deficiência visual
Nunca puxe a pessoa pelo braço: ofereça seu cotovelo ou ombro. Não fale alto, avise sobre degraus, buracos e obstáculos.
Descreva o ambiente pelas posições (à direita, à frente) e não mude os móveis de lugar. Muitas pessoas fazem tudo sozinhas — ajude só quando for necessário.
A Lei nº 11.126/2005 garante o direito de entrar com cão-guia em qualquer lugar público ou de uso coletivo.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
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A visão e sua importância
1Múltipla escolha
A visão depende de duas etapas para acontecer. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas duas etapas.
Resposta
Alternativa a) A formação de imagens nos olhos e a interpretação dessas imagens por uma área do cérebro.
Resolução passo a passo
A visão não acontece só no olho. Ela precisa de duas etapas que trabalham juntas.
Na primeira etapa, a luz que sai dos objetos entra no olho e forma uma imagem na parte de trás dele, na retina. É como a imagem que aparece na tela de um cinema.
Na segunda etapa, essa informação viaja pelo nervo óptico até uma área do cérebro, que "lê" e dá sentido à imagem. Só aí a gente entende que aquilo é um cachorro ou uma bicicleta.
As outras alternativas misturam órgãos e funções erradas: o som entra pelo ouvido (b), a pupila não interpreta nada (c) e as lágrimas protegem o olho, mas não formam imagens (d).
2Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Hoje em dia a visão perdeu importância, pois não precisamos mais caçar.
O sistema braile permite que pessoas cegas leiam por meio de pontos em relevo.
Existem aplicativos que leem textos em áudio e ampliam imagens para ajudar pessoas com baixa visão.
Um ambiente também pode ser conhecido pelos sons, cheiros e pelo tato.
Resposta
F – V – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (F). Hoje não caçamos, mas a visão continua muito importante: usamos placas, semáforos, textos, telas e sinais luminosos o tempo todo. Ela não perdeu importância, só mudou de uso.
2ª frase (V). O sistema braile é formado por pontinhos em relevo. A pessoa cega passa os dedos sobre eles e lê pelo tato.
3ª frase (V). Existem aplicativos que leem textos em voz alta, aumentam as letras e descrevem imagens. Eles ajudam quem tem baixa visão ou cegueira.
4ª frase (V). Um lugar também é conhecido pelos sons, cheiros, temperatura e pelo tato. Quem não enxerga usa mais esses outros sentidos.
A visão no reino animal: invertebrados
3Múltipla escolha
A planária é um invertebrado pequeno que vive em riachos e lagos. Sobre as estruturas sensíveis à luz da planária, é correto afirmar que elas
Resposta
Alternativa b) percebem a luminosidade e a direção da luz, mas não formam imagens.
Resolução passo a passo
A planária é um animal bem simples, do tamanho de poucos milímetros. Ela tem duas manchinhas sensíveis à luz na cabeça, que muita gente chama de ocelos.
Essas estruturas só conseguem informar duas coisas: se o ambiente está claro ou escuro e de que lado vem a luz. Elas não formam imagens, ou seja, a planária não "vê" o desenho das coisas.
Por isso a letra a está errada (não há imagem nem cor) e a letra c também (olho composto com omatídeos é dos insetos e crustáceos). A letra d não faz sentido, porque a planária vive na água.
4Múltipla escolha
Os insetos possuem olhos compostos. Cada pequena estrutura que forma esse olho recebe o nome de
Resposta
Alternativa c) omatídeo.
Resolução passo a passo
O olho composto dos insetos parece uma bolinha cheia de gominhos, como um favo de mel.
Cada gominho é uma unidade que capta luz e recebe o nome de omatídeo. Um olho de mosca pode ter milhares deles!
As outras palavras são de outras partes: cristalino é a lente do nosso olho, bastonete é uma célula da nossa retina e córnea é a camada transparente da frente do olho humano.
5Dissertativo
Uma abelha e um menino olham para o mesmo girassol. Explique a diferença entre a imagem formada pelo olho da abelha e a imagem formada pelo olho do menino.
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Resposta
No olho da abelha, que é composto, cada omatídeo capta um pedacinho do girassol. O "cérebro" da abelha junta esses pedaços e forma uma imagem parecida com um mosaico, boa para perceber movimento, mas pouco detalhada. No olho do menino, que é um olho simples com uma única lente (cristalino), toda a luz é concentrada na retina e forma uma única imagem inteira, mais nítida e com muitos detalhes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – o olho da abelha: ele é composto, formado por muitos omatídeos. Cada um enxerga só uma partezinha do girassol.
Passo 2 – o resultado na abelha: o sistema nervoso dela junta todos esses pedacinhos, como um mosaico de azulejos. A imagem não é muito detalhada, mas a abelha percebe muito bem qualquer movimento.
Passo 3 – o olho do menino: é um olho simples, com uma lente só (o cristalino). Essa lente concentra a luz na retina e forma uma imagem inteira de uma vez.
Passo 4 – conclusão: os dois enxergam o mesmo girassol, mas de jeitos diferentes. Nenhum olho é "melhor": cada um é adaptado ao modo de vida do animal.
As estruturas do olho humano
6Dissertativo
Relacione cada estrutura do olho à sua função, escrevendo o número correto: (1) Íris (2) Pupila (3) Retina (4) Nervo óptico (5) Cílios e pálpebras ( ) Abertura por onde a luz entra no olho. ( ) Leva o estímulo da retina até o cérebro. ( ) Controla a quantidade de luz que chega à retina. ( ) Protege o globo ocular contra poeira e suor. ( ) Camada fina onde ficam as células que detectam a luz.
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Resposta
( 2 ) Abertura por onde a luz entra no olho. ( 4 ) Leva o estímulo da retina até o cérebro. ( 1 ) Controla a quantidade de luz que chega à retina. ( 5 ) Protege o globo ocular contra poeira e suor. ( 3 ) Camada fina onde ficam as células que detectam a luz.
Resolução passo a passo
Vamos pensar em cada estrutura, uma de cada vez.
A pupila (2) é aquele "pontinho preto" no meio do olho. Na verdade, é um buraco: é por ali que a luz entra.
O nervo óptico (4) é o "cabo" que sai do fundo do olho e leva a informação até o cérebro.
A íris (1) é a parte colorida. Ela é um músculo que abre e fecha a pupila, controlando quanta luz entra.
Os cílios e as pálpebras (5) ficam do lado de fora e barram poeira, suor e insetos. E a retina (3) é a camada fina do fundo do olho, cheia de células que detectam a luz.
7Dissertativo
Na retina existem dois tipos de células sensoriais: os cones e os bastonetes. Escreva qual é a função de cada um deles.
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Resposta
Os cones detectam as cores e os detalhes das imagens, mas só funcionam bem quando há bastante luz. Os bastonetes percebem a luz fraca e diferenciam claro e escuro (tons de cinza), por isso são os responsáveis por enxergarmos em ambientes pouco iluminados, mesmo sem distinguir cores.
Resolução passo a passo
A retina é a camada do fundo do olho onde ficam as células que captam a luz. Existem dois tipos delas.
Os cones são os responsáveis pelas cores e pelos detalhes finos. Eles precisam de bastante claridade para trabalhar, por isso enxergamos cores vivas de dia.
Os bastonetes funcionam com pouca luz. Eles não distinguem cores, só claro e escuro.
É por isso que, à noite, num quarto quase escuro, você vê os móveis em tons de cinza: nessa hora, quem está trabalhando são os bastonetes.
8Dissertativo
Escreva a ordem correta do caminho da luz dentro do olho humano, numerando de 1 a 5: ( ) Retina ( ) Pupila ( ) Córnea ( ) Nervo óptico ( ) Lente (cristalino)
Vamos seguir a luz, como se fôssemos um raio de sol entrando no olho.
1º – córnea: é a camada transparente da frente, a primeira que a luz atravessa.
2º – pupila: o buraquinho no meio da íris, por onde a luz passa para dentro do olho.
3º – lente (cristalino): ela concentra os raios de luz. 4º – retina: é ali que a imagem se forma, no fundo do olho.
5º – nervo óptico: daqui em diante não é mais luz, e sim um estímulo nervoso que segue até o cérebro. Por isso ele é o último da fila.
9Múltipla escolha
Observando o olho de um gato em um quarto escuro, percebemos que a parte preta do centro fica bem grande. Isso acontece porque
Resposta
Alternativa b) a íris aumenta a abertura da pupila, deixando entrar mais luz.
Resolução passo a passo
A parte preta do centro do olho é a pupila, que é uma abertura. Em volta dela está a íris, a parte colorida, que funciona como um músculo.
No escuro, chega pouca luz. Então a íris relaxa e abre bem a pupila, para captar toda a luz possível. Por isso ela parece maior.
Na claridade acontece o contrário: a íris fecha a pupila para não entrar luz demais.
As outras opções estão erradas porque a retina não cresce (a), o cristalino muda de forma para focar, não para controlar a luz (c), e as lágrimas não empurram a córnea (d).
Formação das imagens no olho e comparação com a câmera fotográfica
10Múltipla escolha
A lente do olho tem formato biconvexo e funciona como uma lente convergente. Isso significa que ela
Resposta
Alternativa b) aproxima os raios de luz, concentrando-os em uma pequena região da retina.
Resolução passo a passo
A palavra convergente vem de convergir, que significa "vir para o mesmo ponto".
A lente do olho é biconvexa: ela é mais grossa no meio e mais fina nas bordas, parecendo uma lentilha. Esse formato faz os raios de luz se aproximarem uns dos outros.
Assim, a luz que vem de um objeto se junta num pontinho lá no fundo do olho, na retina, e forma a imagem nítida.
A letra a descreve uma lente divergente, e as letras c e d falam de coisas que a lente não faz.
11Dissertativo
Compare a câmera fotográfica com o olho humano completando as correspondências: a) Diafragma da câmera → ______ do olho b) Lente da câmera → ______ do olho c) Sensor eletrônico da câmera → ______ do olho
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Resposta
a) Diafragma da câmera → íris (que abre e fecha a pupila) do olho. b) Lente da câmera → lente (cristalino) do olho. c) Sensor eletrônico da câmera → retina do olho.
Resolução passo a passo
A câmera fotográfica foi inventada imitando o olho, por isso as peças se parecem.
a) Diafragma → íris. O diafragma é a peça que abre e fecha para controlar quanta luz entra. No olho, quem faz isso é a íris, mudando o tamanho da pupila.
b) Lente da câmera → cristalino. As duas concentram os raios de luz para formar uma imagem nítida.
c) Sensor → retina. O sensor é a superfície onde a imagem se forma e é transformada em sinal elétrico. No olho, essa superfície é a retina.
Uma diferença: na câmera, o sinal vai para a memória do aparelho; no olho, vai pelo nervo óptico até o cérebro.
12Dissertativo
Um fotógrafo vai tirar uma foto dentro de uma sala com pouca luz. Para que entre mais luz na câmera, ele deve aumentar ou diminuir a abertura do diafragma? Compare essa escolha com o que acontece na sua pupila em um lugar escuro.
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Resposta
Ele deve aumentar a abertura do diafragma, para deixar entrar mais luz na câmera. É exatamente o que acontece no nosso olho em um lugar escuro: a íris relaxa e a pupila fica maior (dilatada), permitindo a entrada de mais luz até a retina.
Resolução passo a passo
Passo 1: o problema é a falta de luz. Numa sala escura, chega pouca luz ao sensor, e a foto sai escura.
Passo 2: a solução na câmera é aumentar a abertura do diafragma. Quanto maior o buraco, mais luz passa.
Passo 3: no olho acontece a mesma coisa, mas automaticamente. A íris relaxa e a pupila aumenta de tamanho. Isso se chama dilatação da pupila.
Passo 4: compare. Diafragma aberto = pupila dilatada (no escuro). Diafragma fechado = pupila pequena (na claridade). Por isso dizemos que a câmera imita o olho.
Acomodação visual
13Múltipla escolha
A capacidade de a lente do olho mudar levemente de formato para formar imagens nítidas de objetos perto e longe é chamada de
Resposta
Alternativa b) acomodação visual.
Resolução passo a passo
Quando olhamos para algo perto ou longe, a imagem precisa se formar exatamente na retina. Para isso, a lente do olho muda um pouquinho de formato.
Esse ajuste automático se chama acomodação visual. É como "focar" uma câmera, mas feito pelos músculos do nosso olho.
As outras palavras têm outros significados: fotofobia é incômodo com a luz forte, astigmatismo é um problema de curvatura da córnea e o reflexo da pupila é o abrir e fechar da pupila conforme a claridade.
14Dissertativo
Ana está lendo um livro bem perto do rosto e, de repente, levanta os olhos para ver um pássaro no alto de uma árvore. Explique o que aconteceu com os músculos e com o formato do cristalino dela nesses dois momentos. Use o termo acomodação visual.
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Resposta
Lendo o livro de perto, os músculos ligados ao cristalino se contraem e o comprimem, deixando-o mais arredondado (mais "gordinho"), o que aproxima bastante os raios de luz. Ao olhar o pássaro ao longe, esses músculos relaxam e o cristalino fica mais fino e achatado. Essa mudança automática do formato da lente para formar imagens nítidas em qualquer distância é a acomodação visual.
Resolução passo a passo
Momento 1 – livro perto do rosto. A luz vem de bem pertinho e chega muito espalhada. Para juntá-la na retina, os músculos se contraem e o cristalino fica mais arredondado, aumentando o poder de concentrar a luz.
Momento 2 – pássaro na árvore. A luz vem de longe e chega quase reta. Agora não é preciso desviá-la tanto. Os músculos relaxam e o cristalino fica mais achatado.
Passo final: dê o nome ao fenômeno. Essa troca de formato acontece em fração de segundo e sem que Ana perceba. Ela se chama acomodação visual.
Curiosidade: quando lemos muito tempo de perto, esses músculos ficam contraídos por horas e cansam. Por isso é bom olhar para longe de vez em quando.
Cuidados com a saúde dos olhos
15Dissertativo
Pedro passou a manhã inteira no computador, com o rosto bem perto da tela e sem fazer pausas. Cite três cuidados que ele deveria ter para proteger a saúde dos olhos.
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Resposta
Três cuidados possíveis: (1) fazer pausas a cada 20 ou 30 minutos, olhando para longe para descansar a vista; (2) manter uma distância adequada da tela (cerca de um braço) e ajustar o brilho, usando o ambiente bem iluminado; (3) piscar com frequência para não ressecar os olhos, evitar esfregá-los com as mãos sujas e consultar um oftalmologista periodicamente.
Resolução passo a passo
Passo 1 – descansar a vista. Ficar horas olhando de perto deixa os músculos do cristalino contraídos e cansados. Por isso existe a dica: a cada 20 minutos, olhe por 20 segundos para algo distante.
Passo 2 – cuidar da distância e da luz. O rosto deve ficar a mais ou menos um braço de distância da tela. Também é importante que o cômodo esteja iluminado, para o olho não fazer esforço extra.
Passo 3 – piscar e não esfregar. Quem olha para telas pisca menos, e o olho reseca e arde. Piscar espalha as lágrimas. E esfregar os olhos com as mãos sujas pode causar infecção.
Um cuidado extra: visitar o oftalmologista de tempos em tempos, para verificar se está tudo bem com a visão.
16Múltipla escolha
Assinale a alternativa que apresenta um cuidado incorreto com a saúde dos olhos.
Resposta
Alternativa a) Esfregar bem forte os olhos quando eles coçam.
Resolução passo a passo
Esfregar os olhos com força é prejudicial. Isso pode machucar a córnea, empurrar um cisco para dentro e ainda levar micro-organismos das mãos para o olho, causando infecção.
O certo é lavar as mãos e o rosto com água limpa, ou lavar o olho com água ou soro, sem esfregar.
As outras alternativas são cuidados corretos: proteger-se do sol com chapéu e óculos com filtro UV (b), visitar o oftalmologista (c) e higienizar delicadamente as pálpebras e os cílios (d).
Problemas de visão mais comuns
17Múltipla escolha
Uma pessoa com miopia tem dificuldade para enxergar objetos distantes. A causa desse problema é que
Resposta
Alternativa b) a retina está depois do lugar onde a imagem se forma; é como se o olho fosse maior do que deveria.
Resolução passo a passo
Na miopia, o globo ocular é um pouco mais comprido do que o normal (ou a lente concentra a luz demais).
Assim, os raios de luz se encontram antes de chegar à retina. Quando finalmente atingem a retina, já estão se espalhando de novo, e a imagem chega embaçada.
Por isso a pessoa míope enxerga bem de perto, mas vê borrado o que está longe, como a lousa da sala ou uma placa na rua.
A letra a descreve a hipermetropia, a letra c descreve o astigmatismo e a letra d, a presbiopia.
18Dissertativo
Relacione o problema de visão à sua principal dificuldade: (1) Hipermetropia (2) Miopia (3) Presbiopia (4) Astigmatismo ( ) Enxergar objetos distantes. ( ) Ver contornos deformados, visão dupla e fotofobia. ( ) Enxergar de perto porque os músculos do cristalino já não o comprimem o suficiente. ( ) Enxergar objetos próximos porque a retina está antes do ponto onde a imagem se forma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Enxergar objetos distantes. → Miopia ( 4 ) Ver contornos deformados, visão dupla e fotofobia. → Astigmatismo ( 3 ) Enxergar de perto porque os músculos do cristalino já não o comprimem o suficiente. → Presbiopia ( 1 ) Enxergar objetos próximos porque a retina está antes do ponto onde a imagem se forma. → Hipermetropia
Resolução passo a passo
Miopia (2): o olho é "comprido demais" e a imagem se forma antes da retina. Resultado: dificuldade para ver de longe.
Astigmatismo (4): a córnea ou o cristalino tem curvatura irregular, como uma bola amassada. A luz se espalha e a pessoa vê contornos deformados, imagens sobrepostas e sente incômodo com a luz (fotofobia).
Presbiopia (3): com a idade, os músculos perdem força e não comprimem mais o cristalino como antes. Falta acomodação para perto, e a pessoa afasta o texto do rosto.
Hipermetropia (1): o olho é "curto demais", então a imagem se formaria atrás da retina. A dificuldade é de perto.
19Dissertativo
Dona Marta tem 55 anos e começou a afastar o jornal do rosto para conseguir ler. Qual é o provável problema de visão dela? Explique a causa desse problema.
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Resposta
Ela provavelmente tem presbiopia, também conhecida como "vista cansada". Com o passar dos anos, o cristalino vai ficando menos flexível e os músculos que o comprimem perdem parte da força. Assim, a lente não consegue mais ficar bem arredondada para focar objetos próximos, ou seja, a acomodação visual para perto fica prejudicada. Afastar o jornal ajuda porque, mais longe, a imagem consegue se formar na retina. A correção é feita com lentes convergentes, receitadas pelo oftalmologista.
Resolução passo a passo
Passo 1 – observe as pistas: dona Marta tem 55 anos e a dificuldade é para perto. Esses dois dados juntos indicam a presbiopia.
Passo 2 – lembre da acomodação. Para ler de perto, os músculos precisam comprimir o cristalino, deixando-o arredondado.
Passo 3 – explique a causa: com a idade, o cristalino endurece e os músculos enfraquecem. A lente não fica arredondada o suficiente, e a imagem do jornal não se forma direito na retina.
Passo 4 – entenda o "truque" dela: ao afastar o jornal, a luz chega menos espalhada e a imagem fica nítida sem tanto esforço. Mas a solução correta é usar óculos com lentes convergentes.
Lentes para corrigir problemas de visão
20Dissertativo
Complete o quadro escrevendo o tipo de lente corretiva usada em cada caso: a) Miopia → lente ______ b) Hipermetropia → lente ______ c) Presbiopia → lente ______ d) Astigmatismo → lente ______
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Resposta
a) Miopia → lente divergente b) Hipermetropia → lente convergente c) Presbiopia → lente convergente d) Astigmatismo → lente cilíndrica (assimétrica)
Resolução passo a passo
Para acertar, pense sempre em onde a imagem está se formando.
a) Miopia: a imagem se forma antes da retina. É preciso "atrasar" o encontro dos raios, então usamos a lente divergente, que os espalha um pouco.
b) Hipermetropia: a imagem se formaria depois da retina. É preciso "adiantar" o encontro, então usamos a lente convergente, que aproxima os raios.
c) Presbiopia: a dificuldade também é de perto, por falta de acomodação. A lente convergente faz o trabalho que o cristalino já não consegue.
d) Astigmatismo: o problema é a curvatura irregular. A solução é uma lente também irregular, chamada cilíndrica ou assimétrica, que compensa exatamente o defeito daquele olho.
21Calcule
Leia o texto sobre a história dos óculos e responda: em 1441 surgiram as primeiras lentes apropriadas para os míopes e, em 1827, a solução para o astigmatismo. Quantos anos se passaram entre essas duas invenções?
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Resposta
386 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – identifique os dados: lentes para míopes em 1441 e solução para o astigmatismo em 1827. Como as duas datas são depois de Cristo, basta subtrair.
Passo 2 – monte a conta: 1827 − 1441.
Passo 3 – calcule. Uma forma fácil é ir por partes: de 1441 até 1800 são 359 anos; de 1800 até 1827 são mais 27 anos. Somando: 359 + 27 = 386.
Resposta: passaram-se 386 anos entre uma invenção e a outra.
Convivência e cooperação com pessoas com deficiência visual
22Dissertativo
A Lei nº 11.126, de 2005, garante o direito de a pessoa com deficiência visual entrar e permanecer com seu cão-guia em locais públicos e privados de uso coletivo. Um segurança impediu a entrada de uma pessoa cega com seu cão-guia em um cinema. Ele agiu corretamente? Justifique sua resposta.
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Resposta
Não, o segurança agiu errado. A Lei nº 11.126, de 2005, garante à pessoa com deficiência visual o direito de entrar e permanecer com seu cão-guia em qualquer local público ou privado de uso coletivo, como cinemas, ônibus, restaurantes, shoppings e escolas. O cão-guia não é um animal de estimação: ele é treinado para guiar e proteger, funcionando como um instrumento de acessibilidade. Ao impedir a entrada, o segurança desrespeitou a lei e o direito de ir e vir dessa pessoa, e o estabelecimento pode até ser multado.
Resolução passo a passo
Passo 1 – veja o que diz a lei. A Lei nº 11.126/2005 garante o direito de a pessoa com deficiência visual estar acompanhada do seu cão-guia em locais públicos e privados de uso coletivo. Um cinema é um desses lugares.
Passo 2 – entenda o papel do animal. O cão-guia passa por um longo treinamento. Ele não é um bichinho de estimação: é um apoio para a pessoa andar com segurança e autonomia.
Passo 3 – julgue a atitude. Ao barrar a entrada, o segurança impediu a pessoa de exercer um direito garantido por lei.
Passo 4 – conclua. A atitude correta seria permitir a entrada dos dois. Quem descumpre a lei pode responder por isso, e o local pode ser multado.
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