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Capítulo 8 – Percebendo o mundo (Os sentidos do ser humano)

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Capítulo 8 – Percebendo o mundo (Os sentidos do ser humano)

Resumo completo

Capítulo 8 – Percebendo o mundo (Os sentidos do ser humano)

Resumo completo

1Introdução: por que temos sentidos?

Todo dia o ambiente manda muitas informações para o nosso corpo: luz, sons, cheiros, gostos e toques. Essas informações são chamadas de estímulos.

Os seres humanos têm cinco sentidos que captam esses estímulos. Trabalhando junto com o sistema nervoso, eles transformam os estímulos em sensações que a gente percebe.

No dia a dia usamos os sentidos o tempo todo. Ao comer uma fruta usamos o paladar; ao escolher um perfume usamos o olfato; para sentir se algo é liso ou áspero usamos o tato.

Muitas vezes os sentidos agem juntos, como no cinema (vemos a imagem, ouvimos o som e sentimos o cheiro da pipoca). E quando falta um sentido, outro pode substituí-lo: a leitura em braile é feita pelo tato, e não pela visão.

Exemplos

  • Situação: você está no cinema. Visão → vê as imagens do filme. Audição → escuta as falas e a música. Olfato → sente o cheiro da pipoca. Gustação → sente o gosto da pipoca. Tato → sente a poltrona macia. Todos os cinco sentidos atuando ao mesmo tempo!

2Sentidos do ser humano e seus órgãos

As capacidades de perceber o mundo são chamadas de sentidos. Cada sentido tem um órgão próprio, que capta um tipo diferente de estímulo.

São cinco órgãos: olhos, orelhas, língua, nariz e pele. Repare que a orelha (e não "ouvido") é o nome correto do órgão da audição.

Todos eles mandam a informação para o cérebro, que é quem interpreta tudo. Sem o cérebro, os órgãos captariam os estímulos, mas nós não sentiríamos nada.

Exemplos

  • Pergunta: quem capta a luz? Resposta: os olhos, órgãos da visão.
  • Pergunta: qual órgão percebe se algo está quente ou frio? Resposta: a pele, órgão do tato.

Os cinco sentidos: órgão e estímulo captado

SentidoÓrgãoEstímulo captadoSensação produzida
VisãoOlhosLuzVer imagens e cores
AudiçãoOrelhasOndas sonorasEscutar sons
Gustação (paladar)LínguaSubstâncias químicas dos alimentosSentir gostos
OlfatoNarizSubstâncias odoríferas (partículas de cheiro)Sentir cheiros
TatoPelePressão, temperatura, texturaSentir toque, calor, frio, liso, áspero

3Como funcionam os sentidos: o mecanismo comum

Mesmo sendo diferentes, os cinco sentidos funcionam sempre do mesmo jeito. Esse caminho é chamado de mecanismo comum dos sentidos.

Primeiro chega o estímulo (luz, som, cheiro, gosto ou toque). Depois, esse estímulo é captado por células sensoriais, que são células especiais do sistema nervoso presentes nos órgãos dos sentidos.

Por último, as células sensoriais enviam a informação ao sistema nervoso central, do qual o cérebro faz parte. Áreas específicas do cérebro interpretam a informação e aí sim nós sentimos.

É importante lembrar: cada sentido é interpretado por uma área diferente do cérebro. A área da visão não é a mesma da audição.

📐 Para guardar

  • Estímulo → Células sensoriais → Sistema nervoso central (cérebro)

Exemplos

  • Exemplo da visão, passo a passo: 1) A luz é refletida pelo objeto (por exemplo, uma maçã verde). 2) A luz entra no olho e chega às células sensoriais do fundo do olho. 3) O estímulo é conduzido ao cérebro pelo nervo óptico. 4) Uma área específica do cérebro interpreta o estímulo e nós "vemos" a maçã.
  • Atividade da página 42 – a) Quais estruturas entram em contato direto com o estímulo? R: as células sensoriais dos órgãos dos sentidos. b) Onde a informação é interpretada? R: no cérebro (sistema nervoso central), em áreas específicas para cada sentido.

Etapas da percepção sensorial

EtapaO que aconteceExemplo (visão)
1. EstímuloO ambiente envia luz, som, cheiro, gosto ou toqueA luz é refletida pela maçã
2. Células sensoriaisCélulas especiais captam o estímuloA luz entra no olho e atinge as células do fundo do olho
3. ConduçãoA informação é levada por nervosO nervo óptico leva o estímulo ao cérebro
4. InterpretaçãoUma área do cérebro interpreta e gera a sensaçãoO cérebro forma a imagem da maçã

4Olfato

O olfato é o sentido que permite sentir os cheiros. O órgão responsável é o nariz, que tem duas narinas e duas cavidades nasais.

As narinas filtram, aquecem e umedecem o ar. Dentro das cavidades nasais ficam as células sensoriais do olfato, que detectam as substâncias odoríferas (partículas muito pequenas que exalam cheiro e viajam pelo ar).

Essas células enviam a informação para uma região do cérebro chamada bulbo olfatório, que interpreta o estímulo. O resultado é a percepção do cheiro.

Para funcionar, as células precisam ter contato direto com as partículas de cheiro. Por isso, quando estamos resfriados, o muco cobre o interior do nariz, impede esse contato e perdemos boa parte do olfato.

📐 Para guardar

  • Partículas odoríferas no ar → cavidade nasal → células sensoriais do olfato → bulbo olfatório (cérebro) → percepção do cheiro

Exemplos

  • Por que deixamos de sentir um cheiro forte depois de alguns minutos? Porque as células sensoriais do olfato param de mandar informação quando são estimuladas continuamente pela mesma substância. Por isso quem trabalha numa peixaria não sente mais o cheiro de peixe ao longo do dia.
  • Memória olfativa: o cheiro de pipoca lembra o cinema; um perfume lembra uma pessoa querida. Isso acontece porque associamos cheiros a experiências importantes.

Partes do nariz e suas funções

EstruturaFunção
NarinasFiltrar, aquecer e umedecer o ar
Cavidades nasaisAbrigar as células sensoriais do olfato
Células sensoriais do olfatoDetectar as substâncias odoríferas
Bulbo olfatórioRegião do cérebro que recebe e interpreta o estímulo do cheiro

Curiosidades sobre o olfato humano

CaracterísticaExplicação
Pouco desenvolvidoÉ bem mais fraco que o de cães e da maioria dos mamíferos; exploramos o mundo mais pelas imagens
Adaptação (cansaço olfativo)As células param de enviar informação quando o mesmo cheiro é constante
Boa memória olfativaAssociamos cheiros a lembranças e sentimentos
Prejudicado no resfriadoO excesso de muco impede o contato das partículas com as células sensoriais

5Gustação (paladar)

A gustação, ou paladar, é o sentido que nos permite sentir os gostos. O órgão é a língua.

Na superfície da língua existem muitas rugosidades chamadas papilas gustativas. Dentro delas ficam as células sensoriais da gustação, que percebem as substâncias que chegam à boca. Elas se concentram na parte superior e nas laterais da língua.

Essas células mandam a informação ao cérebro, que interpreta e produz a sensação de gosto. Existem cinco gostos básicos: doce, salgado, amargo, azedo e umami.

Exemplos

  • Classifique os alimentos: mel → doce; batata frita com sal → salgado; café puro → amargo; abacaxi → azedo; caldo de carne → umami.

Os cinco gostos básicos

GostoExemplos do livroOutros exemplos
DoceGeleias, muitas frutas, açúcarMel, bolo, banana
SalgadoAlimentos com sal de cozinhaBatata frita, azeitona
AmargoJiló, almeirão, alcachofraCafé puro, chocolate amargo
AzedoLimão, laranja verde (frutas cítricas)Vinagre, iogurte natural
UmamiTomate maduro, queijo parmesão, cogumelo, shoyuCaldo de carne

5.1Gosto não é a mesma coisa que sabor: a união do paladar com o olfato

A língua sente o gosto (doce, salgado, amargo, azedo, umami). Mas a percepção completa do sabor depende também do olfato.

Quando as informações do olfato se juntam às da gustação, conseguimos identificar sabores como baunilha, morango ou uva.

Por isso, quem está resfriado sente que a comida "não tem sabor": o olfato está prejudicado, mesmo com a língua funcionando bem.

📐 Para guardar

  • Sabor = gosto (língua) + cheiro (nariz)

Exemplos

  • Experiência do texto A ciência do paladar: com o nariz tapado, uma bala transparente parece só doce. Ao destapar o nariz, você percebe na hora que é de baunilha. Se colocar uma gota de baunilha na língua com o nariz tapado, não sente nada, pois a baunilha tem odor, mas não tem gosto.
  • Atividade da página 46, questão 2: a alternativa correta é a letra d) o muco produzido dificulta o contato das partículas odoríferas com as células sensoriais do olfato. As células não são destruídas nem atacadas pelo vírus; só ficam bloqueadas pelo muco.
  • Atividade investigativa dos sucos (página 46): a) A venda foi usada para que a visão (a cor do suco) não desse pistas do sabor — assim testamos apenas gustação e olfato. b) Espera-se que, com as narinas tapadas, as crianças errem ou só percebam doce/azedo; com as narinas destapadas, acertem os sabores, pois o olfato se soma à gustação.

Gosto x Sabor

ConceitoÓrgão envolvidoExemplo
GostoLíngua (papilas gustativas)A bala é doce
SaborLíngua + nariz (gustação + olfato)A bala é de baunilha

5.2Para ir além: a ciência do paladar (preferências inatas)

A bióloga Julie Mennella estudou o paladar de bebês. Ela descobriu que os bebês já nascem gostando de doce — o leite materno tem lactose, que é um açúcar.

Os bebês também já nascem rejeitando o amargo. Essa rejeição é inata (existe desde o nascimento) e ajuda na sobrevivência, pois muitas plantas com toxinas têm gosto amargo.

Mas essas preferências podem mudar. Quem diminui o sal na comida passa a não tolerar alimentos muito salgados. E crianças podem aprender a gostar de brócolis se experimentarem várias vezes, desde cedo.

Exemplos

  • No vídeo mostrado pela bióloga, o bebê fez careta e estremeceu ao provar brócolis (gosto levemente amargo). Mas, na segunda colherada, estremeceu de novo e mesmo assim abriu a boca — mostrando que o gosto pode ser aprendido.

6Tato

O órgão do tato é a pele, que é o maior órgão do corpo humano.

O tato depende de terminações nervosas, que são pontinhas de nervos espalhadas pela pele. Existem vários tipos, e cada tipo percebe um estímulo diferente: toque leve, pressão forte, calor, frio, superfície lisa ou áspera, e dor (como um corte).

Assim como no olfato e na gustação, essas estruturas se comunicam com o cérebro, que interpreta a informação e gera a sensação.

As terminações nervosas não estão distribuídas de forma uniforme pela pele. Por isso algumas regiões, como a ponta dos dedos, são muito mais sensíveis do que outras, como as costas.

Exemplos

  • Experimento das páginas 47 e 48: um colega vendado é tocado com um ou dois lápis em regiões diferentes (costas, antebraço, palma da mão). Nas costas é difícil dizer se foram um ou dois lápis; na ponta dos dedos e na palma da mão é fácil. Conclusão: as regiões com mais terminações nervosas são mais sensíveis.
  • Resposta esperada da questão 3 do experimento: algumas regiões são mais sensíveis porque possuem maior quantidade de terminações nervosas concentradas naquele pedaço de pele.

Informações que o tato percebe

Tipo de estímuloExemplo do dia a dia
Pressão / toqueAlguém encosta o dedo no seu braço
Temperatura (sensação térmica)Segurar um copo gelado ou uma xícara quente
TexturaPerceber se a mesa é lisa ou a lixa é áspera
DorSentir um corte ou um espinho de cacto

Sensibilidade das regiões da pele

RegiãoSensibilidadeMotivo
Ponta dos dedos e palma da mãoMuito altaGrande quantidade de terminações nervosas
AntebraçoMédiaQuantidade intermediária de terminações nervosas
CostasBaixaPoucas terminações nervosas por área

7Audição

Os órgãos da audição são as orelhas. O estímulo que elas captam são as ondas sonoras (o som).

As ondas sonoras são direcionadas para dentro da orelha e amplificadas (ficam mais fortes) antes de chegar às células sensoriais, que ficam na orelha interna.

Depois, as informações seguem pelo nervo auditivo até o cérebro, onde são interpretadas. Só então temos a sensação de escutar um som.

📐 Para guardar

  • Som → pavilhão auricular → canal auditivo → tímpano → ossos auditivos → orelha interna (células sensoriais) → nervo auditivo → cérebro

Exemplos

  • Atividade da página 52, questão 1: a) A função dos ossos auditivos é amplificar a vibração sonora. b) Antes de chegar aos ossos auditivos, as ondas sonoras passam pelo pavilhão auricular, pelo canal auditivo e pelo tímpano.

Partes da orelha e suas funções

ParteFunção
Pavilhão auricularCaptação do som
Canal auditivoDirecionamento do som para dentro
TímpanoTransmite a vibração sonora para os ossos auditivos
Ossos auditivosAmplificam a vibração sonora
Orelha internaOnde ficam as células sensoriais da audição
Nervo auditivoTransmite a informação auditiva ao cérebro

7.1Cuidados com a saúde auditiva

Na velhice é comum perder a audição aos poucos, porque os ossos auditivos perdem a capacidade de vibrar com o passar do tempo.

Mas a perda auditiva tem outras causas. Ouvir sons muito intensos no dia a dia danifica as células sensoriais da orelha interna. Essa perda é gradual e permanente — as células não se recuperam.

Por isso, quem trabalha em lugares barulhentos (pista de aeroporto, obras) deve usar protetores auriculares. E quem gosta de música deve ouvir em volume moderado e evitar fones de ouvido; se usar, não passar de 30% do volume total.

Exemplos

  • Questão 5 da página 55: por que músicos de grandes concertos perdem audição aos poucos? Porque ficam expostos repetidamente a sons de alta intensidade, que danificam de forma permanente as células sensoriais da orelha interna.

Causas e prevenção da perda auditiva

CausaO que é afetadoComo prevenir
EnvelhecimentoOssos auditivos perdem a vibraçãoNão é evitável; fazer acompanhamento médico
Sons intensos frequentesCélulas sensoriais da orelha interna (dano permanente)Protetores auriculares, volume moderado, evitar fones

7.2Fora da caixa: tecnologias que auxiliam a audição

Existem duas tecnologias principais para quem tem deficiência auditiva: os AASI (Aparelhos de Amplificação Sonora Individual, os aparelhos auditivos) e o implante coclear, também chamado de "ouvido biônico".

Os AASI são pequenos aparelhos com microfone que captam o som, amplificam e mandam direto para a orelha interna. Funcionam bem para quem tem problema nos ossos auditivos ou no tímpano, mas não ajudam quem tem problema na orelha interna ou no nervo auditivo.

O implante coclear substitui a função das células sensoriais da orelha interna. Tem uma parte externa (microfone, chip processador e antena) e uma parte interna, implantada por cirurgia debaixo da pele, atrás da orelha. A parte interna envia os sinais ao nervo auditivo, que leva o estímulo ao cérebro.

Exemplos

  • Caso 1: pessoa com o tímpano danificado → o AASI resolve, pois amplifica o som.
  • Caso 2: pessoa com as células sensoriais da orelha interna destruídas → o AASI não adianta; o indicado é o implante coclear.

AASI x Implante coclear

TecnologiaComo funcionaIndicado para
AASI (aparelho auditivo)Microfone capta e amplifica o som, enviando-o à orelha internaProblemas nos ossos auditivos ou no tímpano
Implante coclearSubstitui a função das células sensoriais; envia sinais elétricos ao nervo auditivoProblemas nas células sensoriais da orelha interna

7.3Para ir além: a comunicação é para todos (Libras)

Durante muito tempo crianças surdas não podiam estudar. Isso mudou em 1755, na França, quando o padre Charles-Michel de l'Épée criou um sistema de gestos para cada letra do alfabeto e abriu a primeira escola para crianças surdas. O método chegou ao Brasil em 1856.

Hoje cada país tem sua língua de sinais. A nossa é a Libras (Língua Brasileira de Sinais). Além dos sinais das letras, ela tem sinais para conceitos inteiros, como fome, sono e alegria, o que torna a conversa mais rápida.

Pessoas surdas também podem usar a leitura labial, entendendo pelos movimentos da boca o que o outro está falando.

Qualquer evento pode ser adaptado: filmes com legendas e intérpretes de Libras em programas de TV. Por lei, cidadãos surdos têm direito à alfabetização, ao conhecimento e aos serviços da cidade.

Exemplos

  • Em um comício ou palestra, enquanto o apresentador fala ao microfone, a intérprete de Libras traduz a mensagem com gestos, permitindo que pessoas surdas acompanhem o evento.

8Visão

Os olhos são os órgãos da visão, e essa função depende da luz.

A luz é produzida por fontes luminosas (o Sol, uma lâmpada acesa) e é refletida pelos objetos. É essa luz refletida que entra nos nossos olhos.

Dentro do olho, a luz atravessa várias estruturas até chegar à retina, a camada do olho sensível à luz. Lá ficam as células sensoriais da visão.

Essas células se comunicam com o nervo óptico, que leva a informação até uma região específica do cérebro, na parte de trás da cabeça (perto da nuca). É essa região que interpreta as imagens formadas na retina.

📐 Para guardar

  • Fonte de luz → objeto reflete a luz → olho (retina) → nervo óptico → área da visão no cérebro → imagem percebida

Exemplos

  • Atividade da página 52, questão 2: a) Células sensoriais do interior do olho → captam o estímulo da luz que chega à retina. b) Nervo óptico → transporta a informação visual do olho até o cérebro. c) Parte do cérebro relacionada à visão → recebe e interpreta os estímulos, produzindo a imagem que vemos.

Estruturas da visão

EstruturaFunção
RetinaCamada do olho sensível à luz, onde ficam as células sensoriais
Células sensoriais do olhoCaptam a luz e geram o estímulo
Nervo ópticoLeva a informação visual até o cérebro
Área da visão no cérebro (parte posterior)Interpreta o estímulo e produz a imagem

9Como outros animais percebem o mundo

Os sentidos dos outros animais podem ser muito diferentes (e muito melhores) que os nossos. Isso mostra que existem informações do ambiente que nós simplesmente não conseguimos perceber.

Alguns animais desenvolveram sentidos superespecializados que ajudam na caça, na fuga e na busca de alimento.

Dois exemplos famosos: os morcegos usam a ecolocação (localização por eco) e as serpentes peçonhentas percebem o calor do corpo das presas.

Exemplos

  • Questão 6 da página 55 – Como o morcego se orienta no voo? Ele não é cego: emite sons que os humanos não escutam. Esses sons batem nos obstáculos (árvores, paredes, outros animais) e voltam como eco. Ao captar o eco, o morcego percebe os detalhes do ambiente, mesmo no escuro. Isso se chama ecolocação.
  • Questão 7 da página 55 – Será que conhecemos mesmo o mundo? Não totalmente. Existem cheiros, sons e cores (como a luz ultravioleta) que nossos sentidos não captam, mas que outros animais percebem. Ou seja, conhecemos apenas a parte do mundo que nossos órgãos dos sentidos conseguem captar.

Sentidos apurados em diferentes animais

AnimalSentido destacadoComo funciona / para que serve
CachorroOlfatoCerca de 100 vezes mais sensível que o humano; usado para achar sobreviventes, pessoas desaparecidas, drogas e explosivos
GatoAudiçãoEscuta melhor que o cão; capta até vibrações corporais de cupins
Porquinho-da-índiaGustaçãoTem quase o dobro de papilas gustativas na língua em relação ao ser humano
Serpentes peçonhentasPercepção de calorDois orifícios entre os olhos e as narinas captam o calor de presas e predadores, mesmo no escuro
MorcegoEcolocação (audição)Emite sons que voltam como eco e revelam os detalhes do ambiente na escuridão
Papagaio (e abelhas, moscas-das-frutas)Visão ultravioletaEnxerga a luz ultravioleta; identifica a maturação de frutas e vê cores em flores que nos parecem brancas

10Explore seus conhecimentos: respostas comentadas

Aqui estão as principais respostas das atividades finais, para você conferir seu estudo.

Lembre sempre do percurso comum dos sentidos, porque ele é a chave para responder quase todas as questões: estímulo → células sensoriais → cérebro.

E atenção a uma pegadinha frequente: cada sentido é interpretado por uma área diferente do cérebro, e as lesões causadas por sons intensos são permanentes, não reversíveis.

Exemplos

  • Questão 1: os cinco sentidos e seus órgãos são visão (olhos), audição (orelhas), gustação (língua), olfato (nariz) e tato (pele).
  • Questão 2: o percurso comum é: o estímulo do ambiente é captado pelas células sensoriais do órgão do sentido, que enviam a informação ao sistema nervoso central, onde uma área específica do cérebro interpreta e gera a sensação.
  • Questão 3: a alternativa correta é a) Somente I e III estão corretas. A afirmativa II está errada porque as lesões causadas por sons intensos nas células sensoriais auditivas são permanentes, e não reversíveis. A afirmativa IV está errada porque audição e tato são interpretados por regiões diferentes do cérebro.
  • Questão 4 (PUC-RJ): células que reagem à luz e células que reagem a ondas sonoras correspondem, respectivamente, à visão e à audição. Alternativa b).

Resumo final para revisar antes da prova

SentidoÓrgãoCélula/estrutura que captaCaminho até o cérebro
OlfatoNarizCélulas sensoriais nas cavidades nasaisBulbo olfatório
GustaçãoLínguaCélulas sensoriais nas papilas gustativasNervos até o cérebro
TatoPeleTerminações nervosasNervos até o cérebro
AudiçãoOrelhasCélulas sensoriais da orelha internaNervo auditivo
VisãoOlhosCélulas sensoriais da retinaNervo óptico

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Capítulo 8 – Percebendo o mundo (Os sentidos do ser humano)

Resumo rápido

Capítulo 8 – Percebendo o mundo (Os sentidos do ser humano)

Resumo rápido

1Os sentidos do ser humano

Os sentidos são as capacidades que temos de perceber o mundo. Eles captam estímulos do ambiente, como luz, sons, cheiros, gostos e o toque.

São cinco os órgãos dos sentidos: olhos (visão/luz), orelhas (audição/ondas sonoras), língua (gustação/substâncias químicas), nariz (olfato/substâncias com cheiro) e pele (tato/pressão, temperatura e textura).

Quem interpreta tudo isso é o cérebro, que faz parte do sistema nervoso.

Exemplo

  • Ao ir ao cinema, usamos vários sentidos juntos: vemos o filme, ouvimos o som e sentimos o cheiro da pipoca.

2Como funciona a percepção

Todos os sentidos seguem o mesmo caminho básico: estímulo → células sensoriais → sistema nervoso central.

As células sensoriais são células especiais que recebem o estímulo e enviam a informação ao cérebro. Cada tipo de estímulo tem suas próprias células sensoriais.

No cérebro, uma área específica interpreta a informação e aí nasce a sensação.

📐 Para guardar

  • Estímulo → Células sensoriais → Sistema nervoso central (cérebro) → Sensação

Exemplo

  • A luz refletida por uma maçã entra no olho, atinge as células sensoriais do fundo do olho e o cérebro forma a imagem.

3Olfato

O olfato nos deixa sentir cheiros. O órgão é o nariz, com duas narinas e duas cavidades nasais. As narinas filtram, aquecem e umedecem o ar.

As células sensoriais ficam dentro das cavidades nasais e detectam as partículas odoríferas (que exalam cheiro) carregadas pelo ar. A informação vai para o bulbo olfatório, região do cérebro que interpreta o cheiro.

Quando estamos resfriados, o muco cobre essas células e perdemos boa parte do olfato. Se um cheiro é sentido por muito tempo, as células param de avisar o cérebro e deixamos de notá-lo. Também temos boa memória olfativa: cheiros trazem lembranças.

Exemplo

  • Quem trabalha numa peixaria deixa de notar o cheiro forte depois de algum tempo.

4Gustação (paladar)

A gustação é o sentido que permite sentir gostos. As células sensoriais ficam reunidas nas papilas gustativas, as rugosidades da superfície da língua.

Existem cinco gostos básicos: doce (açúcar), salgado (sal), amargo (jiló), azedo (limão) e umami (queijo parmesão, molho de soja).

O sabor completo vem da união da gustação com o olfato. Por isso, resfriados fazem a comida parecer sem gosto.

Exemplo

  • Com o nariz tampado, uma bala de baunilha só parece doce; ao destapar, sentimos o sabor de baunilha.

5Tato

O órgão do tato é a pele, o maior órgão do corpo.

O tato depende de terminações nervosas, que percebem pressão, temperatura (quente ou frio), textura (liso ou áspero) e dor. Cada tipo detecta um estímulo diferente, e as informações vão ao cérebro.

Essas terminações não estão espalhadas de forma igual pelo corpo. Por isso, algumas regiões são mais sensíveis que outras.

Exemplo

  • A ponta dos dedos é bem mais sensível ao toque do que a pele das costas.

6Audição

Os órgãos da audição são as orelhas, e o estímulo são as ondas sonoras.

O caminho do som: o pavilhão auricular capta, o canal auditivo direciona, o tímpano vibra, os ossos auditivos amplificam a vibração e a orelha interna guarda as células sensoriais. O nervo auditivo leva a informação ao cérebro.

Na velhice, os ossos auditivos vibram menos e a audição diminui. Sons muito intensos danificam as células sensoriais e causam perda permanente. Por isso usa-se protetor auricular e som em volume moderado.

📐 Para guardar

  • Pavilhão → canal auditivo → tímpano → ossos auditivos → orelha interna → nervo auditivo → cérebro

Exemplo

  • Funcionários de pista de aeroporto usam protetores auriculares para não perder a audição.

6.1Tecnologias e comunicação

Os AASI (aparelhos auditivos) captam e amplificam o som; ajudam quem tem problema no tímpano ou nos ossos auditivos.

O implante coclear substitui a função das células sensoriais da orelha interna e envia sinais direto ao nervo auditivo.

A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é a língua de sinais do Brasil, com gestos para letras e para conceitos como fome e alegria. Legendas e intérpretes garantem acesso e inclusão.

7Visão

Os olhos são os órgãos da visão, e o estímulo é a luz, emitida por fontes luminosas (Sol, lâmpada) e refletida pelos objetos.

A luz entra no olho e atinge a retina, camada do fundo do olho sensível à luz, onde estão as células sensoriais.

O nervo óptico leva a informação até uma área do cérebro, na parte de trás da cabeça, que interpreta e forma a imagem.

📐 Para guardar

  • Luz → retina (células sensoriais) → nervo óptico → área visual do cérebro

8Como outros animais percebem o mundo

Muitos animais têm sentidos mais desenvolvidos que os nossos.

Cães têm olfato cerca de cem vezes mais sensível (por isso existem cães farejadores). Gatos ouvem sons que não percebemos. O porquinho-da-índia tem quase o dobro de papilas gustativas que nós.

Algumas serpentes peçonhentas captam o calor das presas no escuro. Morcegos usam a ecolocação: emitem sons e escutam o eco para se localizar. Papagaios e insetos enxergam a luz ultravioleta, invisível para nós.

Exemplo

  • Uma flor que vemos branca pode ter muitas cores para um papagaio, graças à visão ultravioleta.

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